Archive | dezembro 2015

Hering e Riachuelo tercerizam parte da produção para oficinas do sertão

Por André Campos, de Seridó, Rio Grande do Norte | 22/12/15

Marcas da moda levam parte da sua produção para região castigada pela seca, onde há funcionários que recebem abaixo do salário mínimo e trabalham longas jornadas

Desde 2013, a região do Seridó, no semiárido do Rio Grande do Norte, vive um boom de pequenas oficinas de costura terceirizadas – as chamadas “facções”. Elas produzem peças antes costuradas por mão de obra contratada diretamente pela Guararapes Confecções, do grupo Riachuelo. A Hering é outra grande marca presente na região. Há cerca de dez anos, em menor escala, a companhia já havia iniciado a terceirização da costura para o Seridó.

Com a chegada em massa das oficinas, surgiram também episódios de graves violações trabalhistas como jornadas excessivas, trabalho sem carteira assinada e pagamentos abaixo do salário mínimo. Problemas sérios quando se considera o tamanho das marcas que são responsáveis pela produção. Mas que podem parecer pequenos aos olhos da população local, que luta contra a pobreza e a seca.

“Há dias em que a jornada começa às sete da manhã e pode ir até às dez da noite. Se você não cumpre a meta, fica depois do expediente costurando as peças que faltaram”

O semiárido é o novo destino de uma velha prática, já que, há anos, as grandes marcas da moda terceirizam sua produção para pequenas oficinas em outras regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, as oficinas de bolivianos foram palco de diversos flagrantes de trabalho escravo. Algumas delas produziam roupas para grandes varejistas como Marisa, Pernambucanas, Renner e Zara.

Do mesmo modo como terceirizam sua produção para imigrantes nos grandes centros, o novo boom de oficinas se expande na região de onde costumavam sair os migrantes brasileiros. Muda a localização e o sotaque, mas as roupas continuam sendo costuradas por uma população vulnerável, mais propícia a aceitar condições precárias de trabalho – contando, para isso, com o apoio de políticas estaduais.

faccao 4 trabalhadora centro riachuelo 2

A Repórter Brasil visitou a região e ouviu relatos dos trabalhadores sobre as condições em que costuram as roupas.  Os nomes foram trocados para proteger os funcionários. Procuradas, Hering e Riachuelo afirmaram que auditam as oficinas e que exigem delas o cumprimento das leis trabalhistas, adotando medidas corretivas quando necessário. Ressaltaram também que, somados, seus fornecedores contribuem para o desenvolvimento do interior do estado ao  gerar mais de quatro mil empregos.

 

“Ficamos com os salários atrasados”

“Éramos uns 30 funcionários. Até que, no começo de 2015, a Hering começou a mandar poucas peças pra gente costurar. Alguns dos trabalhadores foram demitidos, mas, em fevereiro, a coisa piorou ainda mais. Um lote de peças foi costurado errado e a oficina deixou de receber o pagamento por conta disso. Logo depois a Hering parou de trabalhar com a gente.

Aí foi uma confusão. A facção [oficina] fechou e ficamos com os salários atrasados. Com alguns trabalhadores o patrão fez acordo, deu baixa na Carteira de Trabalho e ao menos liberou o FGTS. Mas com outros ele não resolveu nada. Isso já tem uns dez meses e a minha demissão ainda não foi assinada por ele. Por isso eu não consigo arranjar outro emprego. Agora vou começar a trabalhar como vendedora ambulante nas cidades da região. É o jeito.”

Fernanda foi funcionária de uma oficina de costura fornecedora da Hering.

 

cortada oficina rolos de fios faccao 5

Projeto de governo

A criação de oficinas terceirizadas no semiárido potiguar conta com a benção e o incentivo do governo estadual. Através do programa “Pró Sertão”, ele capacita a mão de obra sertaneja para operar máquinas de costura e facilita o financiamento a microempresários interessados em montarem suas oficinas. “Sei da importância do emprego para as pessoas que vivem no interior. As pessoas terem o direito de nascer, estudar e trabalhar, sem precisar migrar para grandes centros”, declarou em junho o governador Robinson Faria (PSD), durante a apresentação das metas atualizadas do programa. Até 2018, a intenção é criar 210 oficinas e gerar mais de quatro mil empregos.

Além disso, o “Pró Sertão” também quer atrair outras marcas de roupa para o interior do estado. A RM Nor – confecção que produz peças da C&A e Renner, entre outras – já conta com algumas oficinas terceirizadas na região. A loja de artigos esportivos Decatlhon é outra que teria demonstrado interesse em aportar no Rio Grande do Norte.

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Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, diz que o programa tem um potencial revolucionário ao gerar empregos onde antes não existia nenhuma atividade produtiva. “Havia municípios de 20 mil habitantes que viviam do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural), do Bolsa Família e com a elite pendurada na prefeitura”, argumenta.

Ele afirma, no entanto, que a insegurança jurídica prejudica a expansão do “Pró Sertão” – alvo, segundo ele, de fiscalizações intimidatórias do Ministério Público do Trabalho (MPT). “O céu era o limite. Eu tinha condições de criar 100 mil empregos (na região)”. Para Rocha, a melhora das condições de vida dos trabalhadores não é alcançada através da criação de normas trabalhistas, e sim pela demanda e competição por mão de obra.

A suposta geração de postos de trabalho por meio do “Pró Sertão” é contestada pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Rio Grande do Norte, Joaquim Bezerra de Meneses. “Funcionários estão sendo demitidos nas maiores confecções enquanto são criadas estas facções terceirizadas no interior. Ou seja, estão trocando seis por meia dúzia”, acredita.

Doenças laborais representam entre 30% e 40% das ações recebidas pela Justiça do Trabalho local. A maioria diz respeito ao ramo da indústria têxtil

O crescimento da terceirização no setor, diz o juiz Alexandre Érico Alves da Silva, pode gerar mais doenças ocupacionais e acidentes. “No Rio Grande do Norte, a maioria das costureiras que trabalham já há algum tempo na profissão estão adoecendo”, afirma. “Tendo em vista que a estrutura dessas facções é muito mais carente do que a das grandes empresas, a perspectiva é a de que isso permaneça e até se eleve”.  Ele avalia que muitas estão instaladas em galpões inapropriados, carecem de recursos financeiros para investir em medidas de segurança e, por conta da demanda, são obrigadas por vezes a exigir jornadas extensas.

Atualmente, segundo o juiz – que coordena o Programa Trabalho Seguro do Tribunal Regional do Trabalho no Rio Grande do Norte – doenças laborais representam entre 30% e 40% das ações recebidas pela Justiça do Trabalho local. A maioria, diz ele, diz respeito ao ramo da indústria têxtil.

oficina zona rural Santana Seridoh Riachuelo

A Repórter Brasil entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, que coordena o “Pró Sertão”, mas o órgão não respondeu à solicitação de entrevista.

“Tenho medo que descubram que fui eu que denunciei”

“Foi há três meses que a facção começou a funcionar. Nos primeiros quinze dias fizemos peças de teste para a Guararapes e, na metade de setembro, começamos a produzir pra valer. Nós recebemos R$ 300 de pagamento no primeiro mês. No segundo, R$ 480. Estamos esperando esse mês (dezembro) para ver como vai ser. Até agora ela não disse nada.

Muitos trabalhadores se calam sobre esse tipo de coisa porque têm medo de se queimar na região, onde todo mundo se conhece. Esta difícil emprego até na capital, imagina aqui no interior. Eu sou mãe solteira, tenho filho pra criar.

Na nossa fábrica tem um cartaz enorme da Guararapes pendurado, com um telefone da empresa para denúncias. Pensei em ligar inúmeras vezes, mas eu tenho medo que descubram que fui eu que denunciei. Não posso ficar queimada. Somos uns 20 funcionários, e muitos estão pensando em desistir. Esse foi o assunto das conversas hoje.”

Maria, funcionária de oficina de costura que abastece a Guararapes, do grupo Riachuelo.

 

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Tábua de salvação

Apesar dos problemas, é inegável que as oficinas de costura tornaram-se uma importante alternativa para a população do Seridó, assolada por uma longa estiagem que já dura quase cinco anos e que prejudica a economia agrícola tradicional. Especialmente para as mulheres, a costura representa hoje um novo horizonte numa região onde há poucos empregos formais. “Eu tenho 38 anos e este é o meu primeiro trabalho com carteira assinada”, revela Maria Elineide de Macedo, funcionária de uma dessas facções.

Por isso mesmo, o medo de ter as portas fechadas no setor inibe denúncias de trabalho precário. “Ainda hoje, em algumas empresas, há dias em que a jornada começa às sete da manhã e pode ir até às dez da noite”, revela uma trabalhadora do setor ouvida pelaRepórter Brasil. Ela explica que muitas oficinas ainda operam sob regime de produtividade. “Se você não cumpre a meta, fica depois do expediente costurando as peças que faltaram”, diz.

“Já aconteceu comigo, há uns cinco anos, de sair do trabalho às duas da manhã. Ou então de sair à meia noite o para entrar às cinco da manhã no dia seguinte”, conta outra costureira. “Numa noite dessas o meu marido veio e me tirou da fábrica. Disse que eu não estava passando fome para ter que passar por isso.” Ela ressalta, no entanto, que esse tipo de situação diminuiu sensivelmente nos últimos anos. Uma das razões seriam as auditorias mais rígidas dos varejistas contratantes sobre as condições trabalhistas nas oficinas da região.

“No Rio Grande do Norte, a maioria das costureiras que trabalham já há algum tempo na profissão estão adoecendo”, diz o juiz Alexandre Érico Alves da Silva

Buscar melhorias para o trabalhador do semiárido é um desafio para o Sindicato das Costureiras. A entidade, sediada em Natal, quase não tem associados no interior.  “Existem facções que estão a 400 quilômetros daqui. Não temos como acompanhar tudo”, explica a presidente da entidade.

Em geral, as costureiras do sertão recebem R$ 793 por mês – cinco reais a mais do que o salário mínimo – para labutar em uma jornada semanal de 44 horas. Segundo o sindicato, elas não recebem os mesmos benefícios em comparação com as costureiras das grandes confecções na região metropolitana. Prêmios de produção – que podem chegar a R$ 300 reais/mês – e planos de saúde para os trabalhadores são alguns dos itens previstos em acordos coletivos com empresas de Natal. “Aqui (na capital) nós não ganhamos menos do que mil reais”, revela Maria dos Navegantes.

maria dos navegantes

A perda de empregos na região, impulsionada pela terceirização para o interior, preocupa a presidente do Sindicato das Costureiras. “Em dezembro de 2014 a Guararapes tinha 10 mil funcionários, e agora são 8,5 mil”, conta Maria dos Navegantes. É quase metade dos trabalhadores que, segundo a entidade, batiam cartão na indústria há seis anos.

Flávio Rocha, da Riachuelo, afirma que a fiscalização do MPT foi um dos principais motivos para a diminuição do número de empregados na fábrica da Guararapes, apesar do crescimento da Riachuelo – segundo ele, a varejista teria dobrado de tamanho nos últimos cinco anos. Em 2012, o MPT ajuizou uma ação contra a Guararapes cobrando multa de R$ 27 milhões por descumprimento de normas de saúde e segurança. “Tivemos que assinar um acordo com 40 cláusulas absolutamente leoninas. Isso feriu de morte a competitividade (da fábrica)”, diz o CEO da Riachuelo, que questiona: “Foi quando o meu pai [Nevaldo Rocha, fundador do grupo] nos disse: ‘vocês estão liberados, produzam onde quiserem.’”

Leia mais:

Donos de oficinas pegam empréstimos para pagar direitos trabalhistas

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Posição das empresas

Segundo nota do grupo Riachuelo, a decisão de expandir a terceirização na atividade de costura deveu-se ao objetivo de gerar emprego e renda no interior do estado e trazer para o mercado interno parte da produção de “jeans” antes fabricada no exterior.

O grupo afirmou ainda que sua equipe de auditores tomou providências em relação ao fornecedor citado pagando salários abaixo do mínimo (o nome da oficina será omitido para evitar represálias à funcionária ouvida pela Repórter Brasil). De acordo com a empresa, o pagamento de dezembro foi integralmente recebido pelos trabalhadores, assim como o 13º. Sobre os salários devidos nos meses anteriores, a Riachuelo diz que deu um prazo até janeiro de 2016 para a empresa regularizar a situação.

fachada hering

A empresa afirma realizar visitas surpresa nos fornecedores, além de disponibilizar um canal de denúncia anônima para os trabalhadores. Desde 2013, onze oficinas já teriam sido alvo de rescisão contratual devido a irregularidades graves ou à reincidência no descumprimento de normas trabalhistas. Atualmente produzem roupas para a Riachuelo 74 oficinas no Rio Grande do Norte, com um total aproximado de 2,2 mi funcionários.

Sobre seu fornecedor que fechou sem pagar direitos trabalhistas, a Hering diz que auditorias internas realizadas pela empresa indicaram o desrespeito a regras contratuais na oficina, entre elas o não cumprimento de normas trabalhistas. “O empresário foi notificado e, como não tomou providências, teve o contrato de prestação de serviço distratado em fevereiro de 2015”, diz a Hering em resposta à Repórter Brasil. A empresa afirma que, desde então, nenhuma comunicação judicial sobre qualquer pendência foi feita. “A Cia. Hering busca resolver qualquer pendência trabalhista, porém sempre observando a relação entre pessoas jurídicas (com o proprietário da facção).”

Guararapes incentivo fiscal

Além de auditorias internas, a Hering diz que checa mensalmente documentos enviados pelos fornecedores para comprovar o cumprimento das normas trabalhistas. A empresa afirma ter realizado 212 auditorias nas oficinas de costura no Rio Grande do Norte em 2015.

 

Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk

Fonte: Repórter Brasil

CTB encerra 15ª reunião da direção nacional e divulga resolução política: “O golpe não passará!”

Após dois dias de reuniões e muita mobilização política, a diretoria nacional da CTB divulgou nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a sua última resolução política de 2015. O documento intitulado “O golpe não passará” reafirma a convicção da entidade em lutar contra o processo golpista que vem sendo encaminhado por setores da direita brasileira e elabora uma compreensão mais ampla e profunda da crise capitalista que afeta o Brasil e outras economias emergentes.

As lideranças da central concordam e entendem que está em curso uma violenta ofensiva conservadora para reaver o poder político e esta é a principal causa da dimensão que vêm tomando as turbulências econômicas que desestabilizam o Brasil e ameaçam direitos e paralisam a indústria e o crescimento.

No documento, enfatizam a necessidade de se punir os agentes envolvidos em casos de corrupção sem deixar que isso afete a “normalidade funcional” das empresas e o nível de empregos no país. Defendem um acordo de leniência, ou seja, seguir com as investigações sem proibir as empresas investigadas de continuarem a prestar serviços.

Diz trecho do documento:”Alguns agentes do Estado, sob o manto do combate à corrupção, têm paralisado importantes cadeias produtivas no país. Somente a desvirtuação da operação lava-jato impactou negativamente em 2,5% o PIB brasileiro.  Em decorrência disso milhares de empregos estão sendo aniquilados, destacadamente no setor naval, no petróleo e gás, além da construção civil. A CTB defende punição rigorosa para os corruptos e os corruptores, mas não confundimos esses agentes com as estruturas empresariais. Estas precisam retomar a sua normalidade funcional e recompor o nível de empregos no país. Nessa direção, o acordo de leniência é uma necessidade inadiável e urgente como enfatiza o documento ‘Compromisso Pelo Desenvolvimento’ subscrito pelas centrais sindicais e entidades empresariais.”

Leia abaixo a resolução na íntegra:

15ª Reunião da Direção Nacional da CTB

O GOLPE NÃO PASSARÁ!

1. A 15ª reunião da CTB ocorre num cenário no qual as consequências da crise capitalista continuam impactando negativamente a economia mundial e, mais recentemente, as emergentes como a brasileira. Além disso, a nossa região latino-americana e caribenha enfrenta uma nova ofensiva política reacionária que objetiva interromper um importante ciclo progressista conquistado a partir de 1998.

2- Nessa quadra política a CTB reafirma sua luta em defesa do estado democrático de direito e contra as tentativas golpistas de promover o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Considera que o respeito à democracia e à estabilidade institucional do país são essenciais para a disputa pela retomada do crescimento econômico, condição indispensável para assegurarmos o emprego e os direitos sociais do nosso povo, particularmente das trabalhadoras e dos trabalhadores.

3- A CTB avalia que a instabilidade política e as turbulências econômicas ao longo do ano de 2015 têm como causa principal o inconformismo da oposição conservadora e reacionária com a quarta derrota eleitoral consecutiva. As tentativas de inviabilizar o mandato presidencial se entrelaçam com o indisfarçável objetivo de retomar o receituário ultraliberal.

4- Nesse rumo, constituíram um consórcio oposicionista, com o qual, através da grande mídia, promovem a desestabilização política e o terrorismo econômico. Já alguns agentes do Estado, sob o manto do combate à corrupção, têm paralisado importantes cadeias produtivas no país. Somente a desvirtuação da operação lava-jato impactou negativamente em 2,5% o PIB brasileiro.  Em decorrência disso milhares de empregos estão sendo aniquilados, destacadamente no setor naval, no petróleo e gás, além da construção civil.

5- A CTB defende punição rigorosa para os corruptos e os corruptores, mas não confundimos esses agentes com as estruturas empresariais. Estas precisam retomar a sua normalidade funcional e recompor o nível de empregos no país. Nessa direção, o acordo de leniência é uma necessidade inadiável e urgente como enfatiza o documento “Compromisso Pelo Desenvolvimento” subscrito pelas centrais sindicais e entidades empresariais.

6- Para a elite conservadora trata-se de encerrar o ciclo progressista inaugurado em 2003 e aplicar uma agenda contra os trabalhadores e as trabalhadoras, ameaçando a democracia e a soberania nacional. O retorno desses setores ao poder significaria aplicação de um ajuste recessivo que promoveria o desemprego, o arrocho salarial, a desconstitucionalização de direitos, a privatização de estatais estratégicas, bem como a perda da soberania nacional. Em síntese, jogaria sobre o povo e a classe trabalhadora o ônus da crise, favorecendo dessa forma o sistema financeiro.

7- Em função desta realidade, que coloca em risco o futuro do Brasil, a CTB reafirma que a luta política em defesa da democracia adquire centralidade. Rechaçar as maquinações golpistas, ampliar a luta e a unidade das centrais sindicais, do movimento popular, das forças sociais e políticas comprometidas com a democracia e com o país, são imperativos na atual conjuntura.

8- Estamos numa disputa na qual os dias valem por anos.  A CTB, convicta desta ameaça, atuou com destaque no vitorioso ato contra o golpe realizado dia 16 de dezembro último em todo o país. Uma manifestação democrática que revelou a importância estratégica da unidade política do movimento sindical e social, além de outros importantes setores progressistas do país.

9- A recente decisão do Supremo Tribunal Federal acatando uma ação movida pelo PCdoB, derrubou um rito golpista liderado pelo Deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal. Uma importante resolução que preserva a nossa Constituição e corresponde à bandeira democrática expressa nas nossas manifestações de rua.

10- Fiel às suas concepções classistas e ao seu programa de defesa do desenvolvimento com valorização do trabalho, a CTB, a central que mais cresce no país, permanecerá na trincheira em defesa da causa democrática, dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e da soberania nacional.  Ergue mais vez suas bandeiras de luta e conclama a unidade de todos os que lutam por um Brasil democrático e soberano, e assim reafirma:

A democracia vencerá e o golpe não passará!

São Paulo, 17 de dezembro de 2015

15ª Reunião da Direção Nacional da CTB

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15ª Reunião da Direção Nacional da CTB faz balanço geral das ações de 2015

Foi reiniciada na manhã desta quinta-feira (17), a 15ª reunião da Direção Nacional da CTB, que conta com a presença de cerca de 70 participantes, entre presidentes e dirigentes estaduais de 23 estados e do Distrito Federal.Os trabalhos foram retomados nesta manhã com informes das estaduais. Durante as intervenções, os sindicalistas expuseram as dificuldades e vitórias alcançadas ao longo do último ano.

Para Adilson Araújo, apesar da atual conjuntura, o balanço é positivo. Na que tange aos estados, Araújo destacou que é importante conhecer a realidade e dificuldade de cada região, para que juntas, nacional e estadual, consigam avançar em defesa dos trabalhadores contra qualquer forma de retrocesso, e por um maior protagonismo dentro do movimento sindical.

Na parte da tarde serão aprovadas as moções, resoluções e um calendário de luta, que deve nortear a ação da central no próximo ano.

Ao final, a secretária de Formação e Cultura, Celina Arêas, comanda a cerimônia de entrega de premiação do 1º Concurso de Vídeo “Face do Trabalhador e da Trabalhadora”.

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Clique AQUI E Confira a galeria de fotos desta manhã. 

Portal CTB

Procuradoria pede ao STF para abrir inquérito contra o paladino da moralidade brasileira, Agripino Maia.

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de mais um inquérito para investigar o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), por peculato qualificado e lavagem de dinheiro. Segundo a Folha de São Paulo, esse é o terceiro pedido de abertura de investigação da PGR (Procuradoria­Geral da República) contra o parlamentar.

A solicitação foi distribuída nesta sexta (19) no tribunal e terá como relatora a ministra Rosa Weber. O pedido é para investigar um possível funcionário fantasma, Victor Neves Wanderley, no gabinete de Agripino no Senado. A partir de 2009, Wanderley foi nomeado ao cargo de assessor parlamentar e, em datas próximas ao dia do pagamento, realizou saques em espécie e depósitos na conta de um primo de Agripino Maia, Raimundo Alves Maia Júnior – as informações foram obtidas por quebra de sigilo bancário.

Vídeo cassetada com os Palhaços Cebolina e Pitoquinha.

 

Os palhaços Cebolinha e Pitoquinha quebram cadeira de Moacir Soares, em aniversario do mesmo e do seu neto Eduardo Mathson (Zequinha) em janeiro de 2013, no Clube dos Correios (Arco/RN)

Conferência do PCdoB/RN, ampla e participativa revigora disposição de luta

15º Conferência Estadual do PCdoB/RN

 

Em encontro ampliado e participativo, o Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil no Rio Grande do Norte realizou sua 15ª Conferência com o debate sobre a política do Partido e o aperfeiçoamento dos seus métodos de atuação e direção, revigorando, ao mesmo tempo, sua disposição de luta em defesa do Brasil e da Democracia.

Com a presença do secretário nacional de Planejamento do PCdoB e membro do Comitê Central, Ronald Freitas, o encontro aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte. Além do debate sobre a necessidade de discutir e atualizar as formas de atuação do Partido Comunista do Brasil na atual conjuntura política e econômica nacional e internacional, os delegados elegeram um novo corpo dirigente para o biênio 2015/2017.

“A eleição da nova direção consolidou um processo que teve início em agosto, envolvendo aproximadamente 60 municípios e 3000 filiados em todas as regiões do Estado”, afirmou o secretário de organização do comitê estadual cessante, Carlos Albérico de Medeiros.

Ato Político

Dirigentes, militantes, amigos, parlamentares comunistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais e sindicais, e os 140 delegados eleitos no processo conferencista lotaram o plenarinho da Assembleia no primeiro dia de discussão, quando foi realizado um Ato Político com a presença do presidente estadual da sigla, Antenor Roberto, do vice-governador do Estado, Fábio Dantas (PCdoB), da deputada estadual, Cristiane Dantas (PCdoB), do suplente do Senado, Theodorico Neto (PCdoB), do prefeito de Apodi, Flaviano Monteiro (PCdoB), do vereador de Natal, Cabo Jeoás (PCdoB), e da presidente do comitê municipal de São Gonçalo, Ana Cristina.

À luz da análise conjuntural, o dirigente Ronald Freitas apresentou ao coletivo da militância, dos dirigentes municipais e estaduais e delegados uma reflexão sobre a grave crise política nacional em curso, a atualização e a efetivação das linhas de construção partidária.

O dirigente fez uma aguda análise do conturbado ambiente da brutal ofensiva reacionária promovida por forças antidemocráticas e antinacionais, com a indisfarçável marcha golpista em curso no país. Para Ronald, essa investida da direita neoliberal objetiva pôr fim aos ciclos democrático e progressista.

Ao examinar as causas objetivas e as circunstâncias determinantes da atual conjuntura, o dirigente levantou a questão do lugar e do papel histórico do PCdoB, para enfatizar sua identidade de esquerda consequente, que trabalha em sintonia com a consciência do povo. “A árdua luta pela construção de um Brasil Socialista passa necessariamente pelo processo de construção e fortalecimento da nação em todos os terrenos, e desafia os comunistas brasileiros a desbravarem esses caminhos, com base nos postulados teóricos e políticos estabelecidos por Marx, Lenin e outros grandes revolucionários, e tendo os pés bem fincados em nossa realidade. O PCdoB está enfrentando esse desafio e tem obtido êxitos”, ressaltou Ronald Freitas.

As diversas intervenções que se seguiram à fala de Ronald convergiram para a necessidade de aperfeiçoar as formas de enfrentamento à dura e acirrada luta política em curso no país, bem como de renovação e fortalecimento da sigla partidária nas próximas eleições de 2016. Para tanto, as falas dos delegados reafirmaram a importância de se renovar os métodos de atuação do Partido, que neste momento de crise política é chamado a ocupar, uma vez mais, seu lugar na história e influir no curso político pela garantia da manutenção e o avanço do projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social.

Encerrando os debates, o presidente estadual da sigla, Antenor Roberto, abordou o desafio que o Partido ainda enfrenta para se ampliar sem perder sua identidade.

O dirigente estadual avaliou, ainda, que construir a política do Partido e organizar sua militância é uma contribuição democrática de ordem geral para a sociedade brasileira, não serve apenas aos comunistas. “A construção de um pensamento político como o que se pretende não é atributo apenas do PCdoB, mas infere influência em campo mais largo e deve se beneficiar da contribuição que podem dar a ele forças avançadas e de esquerda”.

Antenor fez uma breve análise de conjuntura, afirmando que “nós não pudemos tergiversar sobre essa realidade que nós estamos vivenciando”, destacando o caráter da luta de classes assumida no Brasil.

“Temos que entender que o resultado das eleições não nos dá força para fazer movimentos à esquerda”. Mas afirmou acreditar ser possível fazer esse enfrentamento com o Partido armado político e ideologicamente.

Balanço e eleição da nova direção

O segundo dia de debate foi aberto com a apresentação de um balanço pelo presidente do Comitê Estadual cessante, Antenor Roberto, seguidas pelas intervenções dos delegados presentes ao Encontro, que ressaltaram o papel do Comitê Estadual, órgão dirigente que precisa tomar em suas mãos toda a vida partidária, e as tarefas que estão postas para o Partido.

Para Ronald Freitas, o diferencial do Partido Comunista tem haver com seu objetivo histórico, que é a construção do socialismo no país, mas lembrou que não se modifica este estado de coisas sem luta, que não se chega à emancipação nacional, não se chega ao socialismo, sem luta. É através, afirma Ronald, da luta de classes que você liberta o ser humano e constrói uma nova sociedade. “Não somos o Partido da acomodação. É por isso que temos 93 anos de existência”.

O dirigente levantou a questão do lugar e do papel histórico do PCdoB, para enfatizar sua identidade de esquerda consequente, que trabalha em sintonia com a consciência do povo. Identidade que não pode ser apenas ideológica, mas política-concreta dentro de uma realidade igualmente política-concreta que vive o país.

O Partido que se pretende estruturado, examinou Ronald, precisa está organizado em centros nevrálgicos, ou seja, onde se desenvolve a vida e a luta dos trabalhadores. Precisa está identificado com as mais amplas camadas da sociedade. Desta forma, ao fazer este debate, a proposta de resolução da 15ª Conferência Estadual faz um chamamento para aperfeiçoar os métodos de atuação do Partido.

Encerrando os debates dos dois dias de Conferência, o comitê cessante fez a apresentação da proposta de nominata para gestão 2015/2017 e elegeu a sua nova direção.

Confira a lista dos eleitos por ordem alfabética

Airene José Amaral de Paiva / Airene Paiva
Ana Cristina da Silva Nascimento / AnaCristina
Ana Patrícia Santiago de Souza Santiago/ Patricia Santiago
Anderson Jean de Araújo Alves / Anderson Alves
Antenor Roberto Soares de Medeiros / Antenor Roberto
Carla Tatiane Azevedo dos Santos / Carla Tatiane
Carlos Albérico de Medeiros /Carlos Albérico
Crislayne Viana M. de Cabral Bezerra / Crislayne Viana
Cristiane Bezerra de Souza Dantas / Cristiane Dantas
Daybson Rafael Maedo Lopes / Rafael Lopes
Eveline Almeida de Souza Macedo / Eveline Guerra
Fábia Werlang Gois /Fábia Werlang
Fabio B. Veras Dantas / Fabio Dantas
Fátima Maria Oliveira Viana / Fátima Viana
Flaviano Moreira Monteiro / Flaviano Monteiro
Francisca Leonete Rodrigues / Dra. Eli
Francisco Wellington Duarte / Prof. Wellington
Francsico Canindé de França / Canindé de França
Francsico Moacir Soares / Moacir Soares
Franscisca Valda da Silva / Professora Valda
George Luiz Rocha da Câmara / George Câmara
Geraldo Verissimo de Oliveira / Geraldo Verissimo
Gutemberg Henrique Dias / Gutemberg Dias
Hildebrando Neres da Rocha / Hildebrando Rocha
Jana Beserra de Sá / Jana Sá
João Braz de Araújo / João Braz
Jocelin de Lima Bezerra / Celino Bezerra
Jocsã Cerqueira Cunha / Jocsã
José Antonio Crives /Fô
Lendro Diógenes Ferreira Maia / Leandro
Leonardo Inácio de Lima / Leonardo
Manoel Lucas Filho / Prof. Manoel Lucas
Maria de Fátima de Oliveira da Silva / Profª Fátima
Maria do Socorro Oliveira / Socorrinha
Moacir Jorge de Barros Sobrinho / Moacir Barros
Paulo César Santos de Oliveira / Paulo Cesar
Pedro Henriqe Santos da Silva / Pedro Henrique
Theodorico Bezerra Netto / Theodorico Netto
Thiago Azevedo de Oliveira / Thiago Azevedo
Thiago Romero Cavalcante / Thiago Cavalcante
Vital Nogueira de Souza / Vital Nogueira
Wangle Alves dos Santos / Wangle Alves

De Natal, Jana Sá

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