5 mil Trabalhadores dos Correios mostram força em passeata pelas ruas de São Paulo

Os Sindicatos dos Correios de São Paulo e do Rio de Janeiro (Sintect-SP e Sintect-RJ) realizaram nesta quinta-feira (24) uma passeata pelas ruas da capital paulista, reafirmando para a população a necessidade da greve nacional dos ecetistas. O protesto, que iniciou-se no vão do MASP e prosseguiu até o Vale do Anhangabaú, reuniu cerca de 5 mil pessoas sob o sol torrencial da tarde paulista, colhendo demonstrações de apoio da população ao longo do trajeto.

“O sindicato tomou a decisão correta ao dar início a essa greve”, explicou o presidente da CTB, Adilson Araújo, ao trabalhadores que caminhavam. “É exatamente por consequência dessa luta que nós teremos condição de quebrar a intransigência da direção da empresa, que na semana passada chamou uma reunião para dizer nada com nada. Nós não vamos aceitar uma política de congelamento salarial, é necessário compreender que a luta por melhores condições de trabalho exige um posicionamento firme. Também não podemos aceitar com descaso que a cada dia se faça mais vítimas das péssimas condições de trabalho, e que se prolifere o adoecimento por doenças ocupacionais nos Correios”, continuou Araújo.

O presidente acredita que “a luta tenha um significado estratégico diante da atual conjuntura”, em que a pressão econômica e política feita sobre o governo se reverta em cortes nas empresas estatais. “Esse mesmo discurso da austeridade monetária que estamos ouvindo por aqui vem destruindo milhões de vidas na Europa. É lamentável que uma parte do movimento sindical tenha capitulado e hoje faça o jogo dos interesses do capital. Tem muitos na diretoria dos Correios que mostram essa postura vacilante justamente por apostarem na privatização da empresa”, denunciou.

A reunião de grevistas do Rio de Janeiro e das cidades do interior de São Paulo deu reforço à manifestação em momento oportuno – nesta sexta-feira (25), o Tribunal Superior do Trabalho reúne as lideranças da greve e do patronato em audiência de conciliação. “Precisamos ficar ainda mais vigilantes, porque o TST não esta pensando no sentido de preservar nossa condição de vida”, advertiu Araújo. “Vai ser necessário muita pressão para que os juízes possam ouvir a mensagem do trabalhador. É essencial que a categoria esteja unida neste momento”, conclamou, antes de deixar o carro de som.

No final da tarde da quinta-feira, o Sindicato dos Correios do Paraná decidiu em assembleia que se uniria aos esforços nacionais, depois de rejeitar as propostas feitas pela empresa e pelo TST naquele estado. As lideranças locais criticaram a direção pela “farsa” ensaiada pela empresa, apontando a reposição abaixo da inflação e as restrições aos planos de saúde dos funcionários como principais pontos de contenda.

Por Renato Bazan – Portal CTB

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