Chapa de oposição reclama de impugnação em eleição do Sindicato dos Petroleiros do RN

Ionaldo Morais, Rui Barbosa e Amaro Gonçalves fazem parte da chapa 2 – Foto Ednilto Neves

O Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO) terá novas eleições para escolha da diretoria da entidade a serem realizadas, nos dias 24, 25, 26 e 27 deste mês. Uma polêmica, no entanto tem chamado atenção para o pleito vindouro. A chapa de oposição, que teve o seu registro de candidatura impugnado, reclama que não teve tempo para recorrer da decisão e que este direito foi negado pela comissão eleitoral da eleição.

De acordo com informações do candidato que encabeça a chapa 2, Ionaldo Morais, a comissão eleitoral impugnou o registro da chapa afirmando que faltava documentação de alguns integrantes da possível diretoria. “Tudo bem, eles relataram que faltava documentação, mas não nos deram prazo para que a gente os enviasse, o que é previsto no estatuto do Sindicato, que prevê cinco dias para a correção de irregularidades. Os nossos concorrentes usaram o seu controle sobre a comissão eleitoral para nos impugnar. Eles estão desesperados com o nosso crescimento”, reclama.

Ao lado de Ionaldo, os colegas Rui Barbosa de Araújo e Amaro Gonçalves afirmam que a atual direção do Sindipetro não é capaz de defender os trabalhadores e tentam calar a oposição para evitar uma derrota eleitoral.

Diante da impugnação, a chapa já recorreu judicialmente para ter o seu registro de volta e poder concorrer nas eleições no fim do mês. Mesmo com o impedimento, os integrantes da chapa continuam a campanha eleitoral divulgando as suas propostas e convidando a categoria a dar o voto de confiança. “A recepção que estamos recebendo dos companheiros tem sido surpreendente. É visível a vontade que os trabalhadores da Petrobras sentem de mudar a entidade que deveria defender os nossos direitos e não estar aliada com os patrões. Vamos lutar até a última instância para conseguirmos a revogação dessa impugnação”, afirmam.

O coordenador da Comissão Eleitoral, Moacir Soares, afirma que a comissão só cumpriu o regimento. “Nós só tivemos a aplicação relativa ao Estatuto”, diz. Segundo ele, em seu Artigo 28, o estatuto estipula que para efetuar o registro, a chapa deve apresentar os nomes dos concorrentes e número não inferior a 2/3 dos cargos a serem preenchidos, o que corresponde a 32 candidatos. O problema, segundo ele, é que a chapa 2 apresentou 30 nomes e desses dois não estavam aptos a disputar o pleito.

O coordenador da comissão afirma que, pelo Artigo 28, a chapa já estava prejudicada e que se ela tivesse feito a apresentação com 33 ou 34 nomes e desses dois ou três estivessem irregulares, haveria um prazo para essa correção. De acordo com Moacir Soares, um recurso não fará diferença a situação da chapa. “Baseado nos fatos e a despeito do Estatuto, a comissão ratificou o impedimento”, afirma.

Para ele, alternativa seria a Chapa 2 procurar a chapa concorrente, que é a da situação e chegar a um acordo político.

O coordenador finaliza informando que as atas das reuniões realizadas pela comissão eleitoral estão disponíveis no site do Sindipetro.

Fonte: Jornal Gazeta do Oeste

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