Divanilton Pereira: 2015, o ano internacional da CTB

A CTB, constituída programaticamente sob uma concepção classista – uma expressão ideológica de nossa estratégia socialista – tem como um dos eixos estruturais de sua ação política o internacionalismo. Um princípio exercitado cotidianamente nas lutas e na solidariedade entre as trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo.

Por Divanilton Pereira*, no Portal do PCdoB/BA

Foto: CTB/RS

 

Orientada por esses valores, desenvolve de uma forma intensa e crescente um protagonismo político no sindicalismo internacional, particularmente entre aqueles e aquelas que se orientam por uma agenda anti-imperialista e antineoliberal.

A CTB não expressa essas suas convicções apenas em declarações formais, vai além e por isso está presente nos mais diversos eventos e jornadas organizadas pelo sindicalismo classista no mundo. Orienta-se estrategicamente pelo fortalecimento de suas relações sul-sul, mas também atua nas demais fronteiras da luta sócio-político sindical.

De uma forma atenta, acompanha os novos polos políticos e produtivos emergidos da atual geopolítica em transição. Neste cenário, procura interferir nos projetos integracionistas em curso, defendendo neles o vértice de nosso programa, a valorização do trabalho.

É dessa perspectiva que disputamos a pauta classista no Brics, Alba, Celac, Unasul e Mercosul.

Taticamente empreende, particularmente na América Latina e no Caribe, grande energia pela unidade de ação do sindicalismo. Não à toa, a exitosa articulação política-sindical Encontro Sindical Nossa América (ESNA) ganhou corpo no segundo congresso de nossa central, em 2008. Desde então, a CTB tem destacada atuação e ocupa uma função de coordenação política desse espaço desde então.

Na esfera mais global, já em nossa fundação, definimos o nosso pertencimento orgânico no sindicalismo internacional. A CTB se filia à Federação Sindical Mundial (FSM), uma entidade identificada com a nossa concepção classista de sindicalismo e com o nosso propósito estratégico político.

A sua história e a sua trajetória a credenciam a estar hoje presente em 126 países, representando mais de 90 milhões entre trabalhadoras e trabalhadores de todos os continentes do mundo.

Essa nossa decisão nos conduziu a uma nova fase da atuação orgânica da CTB no cenário internacional. Permitiu que nos apresentássemos e difundíssemos nossas opiniões, realizando importantes intercâmbios políticos. Alarga-se, assim, a nossa inserção mundial.

Mesmo que ainda numa fase primária de nossa atuação – há muito a percorrer – já acumulamos êxitos nesse processo. Já em 2011, no XVI congresso da FSM, o companheiro João Batista Lemos foi eleito um dos seus vice-presidentes.

Esse nosso maior protagonismo político teve rápido reconhecimento. Reunido dias 14 e 15 de fevereiro deste ano em Roma, o Conselho Presidencial da FSM aprovou que o Brasil, sob a condução e promoção da CTB, sediará o principal evento internacional alusivo aos 70 anos desta federação. Uma conquista que nos orgulha, mas também nos desafia.

Tenho plena convicção da capacidade e do comprometimento dos Cetebistas, em particular deste coletivo dirigente, com o êxito desse importante acontecimento político no Brasil. Será uma programação que posicionará a CTB na vitrine do sindicalismo mundial e projetará o ideário de uma central sindical brasileira verdadeiramente classista e internacionalista.

Companheiras e companheiros, é com entusiasmo que anunciamos perante a sua direção nacional, ao movimento sindical e popular, que entre os dias 30 de setembro e 04 de outubro de 2015, a CTB promoverá o Simpósio Internacional pelos 70 anos da FSM no estado de São Paulo.

Desde já, conclamamos todas e todos para garantirem que o ano de 2015 seja um vitorioso ano internacional para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Este ano o povo brasileiro conquistou a sua quarta vitória com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Além desse fato histórico, a classe trabalhadora brasileira também mostrou ao mundo sua capacidade executora durante as obras da Copa do Mundo e, com certeza, repetirá essa sua aptidão para as Olímpiadas em 2016. Já no próximo ano, os sindicalistas classistas em sintonia com essa tradição, farão também a diferença realizando exitosamente o simpósio internacional.

Mãos à obra.

*Divanilton Pereira é Secretário de Relações Internacionais da CTB.

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