Archive | outubro 2013

Carteiro perde cargo nos Correios após denúncias

João Maurício em sua sala nos Correios
João Maurício em sua sala nos Correios Foto: Reprodução
Antero Gomes
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Indiciado pela Polícia Federal por envolvimento em uma fraude milionária nos Correios, o carteiro João Maurício Gomes da Silva, de 35 anos, foi dispensado do cargo de assessor técnico da diretoria regional da empresa no Rio de Janeiro. A dispensa ocorreu na segunda-feira. João era o segundo homem mais forte da Diretoria Regional dos Correios no Rio de Janeiro.

Desde agosto, o EXTRA vem contando os bastidores dessa fraude milionária, que envolve cirurgias superfaturadas pagas pelo plano de saúde dos Correios. João — cujo salário era de R$ 12 mil — foi indiciado por peculato (quando o funcionário público se apropria ou desvia dinheiro ou qualquer outro bem, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo).

De acordo com a Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais (Delepat), João fraudou o plano de saúde dos Correios com uma internação de sua mulher, dependente dele, que custou R$ 53 mil aos cofres públicos. De acordo com o prontuário de Thaisa Guedes, de 33 anos, ela teria ficado hospitalizada entre 24 de julho e 14 de agosto deste ano. No entanto, no dia 27, ela aparece em fotos num aniversário num bar de Jacarepaguá.

João entrou na estatal em em 1997 como carteiro. Dessa função, ele não foi demitido ainda. É necessária a abertura de um processo. Procurado ontem, ele não quis falar sobre o assunto.

Segundo os Correios, foi a própria empresa que encaminhou a denúncia sobre o caso ao Ministério Público Federal, em setembro.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/carteiro-perde-cargo-nos-correios-apos-denuncias-10611181.html#ixzz2jLTn2mR8

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Três vereadores anunciam que vão processar Amanda Gurgel

Anna Ruth Dantas e Felipe Galdino – repórteres
Estreante na Câmara Municipal de Natal, a vereadora Amanda Gurgel (PSTU) responderá a três processos na Comissão de Ética da Casa. A postagem de um vídeo feito pela vereadora e publicado no Youtube, onde ela acusou o grupo de 12 parlamentares, que assinou a emenda prevendo a comercialização da bilhetagem única do transporte pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos, como sendo da “bancada do Seturn” dominou os debates ontem no Legislativo e culminou com o anúncio feito por três vereadores de que processarão a vereadora Amanda Gurgel.

Eudiane Macedo (Solidariedade), uma das que assinou a emenda, chegou a dizer que o ônus da prova está com a vereadora do PSTU. “Ela agora vai ter que provar que eu sou da bancada do Seturn. Quero que prove”, disse. As duas parlamentares protagonizaram várias cenas de conflito direto. Amanda chegou a subir no plenário e reiterar que Eudiane Macedo estaria “mentindo” quando foi explicar a emenda apresentada na última terça-feira. Eudiane logo rebateu: “quem está mentindo é a senhora, que mente, está mentindo”, insistiu.

O vereador Aroldo Alves (PSDB) anunciou que processará a vereadora Amanda Gurgel (PSTU). Ele reagiu às acusações feitas pela vereadora do PSTU que o acusou de integrar uma suposta “bancada” de defesa do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn).

“A senhora me respeite. Não fui fabricado. Não aceito que uma pessoa fique denegrindo a minha imagem de vereador. O seu mandato foi fabricado. Não conheço ninguém do Seturn. Vamos entrar com representação contra Amanda Gurgel para receber e respeitar minha opinião. Não vou para minha casa levar desaforo de quem quer que seja”, destacou.

Eudiane Macedo também reagiu ao vídeo gravado por Amanda Gurgel.  “Quando fala tem que provar e ter responsabilidade. Agora a vereadora Amanda Gurgel vai ter que provar. Nunca me meti em picaretagem. O vídeo foi distorcido pela vereadora Amanda Gurgel. Jogue a realidade, jogue a realidade, não precisa estar mentindo”, disse a vereadora do Solidariedade.

O vereador Adão Eridan (PR) criticou duramente a vereadora Amanda Gurgel, por ela ter o acusado de ser defensor do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos: “A senhora que dá apoio aos baderneiros da Câmara de Natal (em referência ao apoio de Amanda Gurgel ao grupo de ocupantes da Câmara). A senhora dá apoio a baderneiro. A senhora (Amanda Gurgel) deveria usar as redes sociais para dizer que se elegeu com quase 33 mil votos mentindo dizendo que era professora e nunca foi professora de sala de aula, nunca deu aula”, destacou.

Adão Eridan ressaltou ainda que Amanda Gurgel na carreira como servidora da Secretaria de Educação tem muitas faltas registradas. “Ela (Amanda) ficava pastorando uma biblioteca na zona Norte e isso mesmo só dava atestado, nem freqüentava a biblioteca”, alfinetou. Adão Eridan concluiu o pronunciamento dizendo que era uma “decepção ter a vereadora na Casa”. O presidente da Comissão de Ética da Câmara, Bertone Marinho (PMDB) fez críticas à vereadora, mas não  se chegou a anunciar abertura de processo.

Fonte: Tribuna do Norte

Ministério Público Federal investiga outras cirurgias milionárias pagas pelos Correios

O plano de saúde dos Correios pagou quase R$ 1 milhão no material usado em uma cirurgia de coluna, em março
O plano de saúde dos Correios pagou quase R$ 1 milhão no material usado em uma cirurgia de coluna, em março Foto: Nina Lima / Extra
Flávia Junqueira
O Ministério Público Federal (MPF) já investiga outras cirurgias superfaturadas pagas pelos Correios, no Rio de Janeiro, além da operação revelada ontem pelo EXTRA. As cifras milionárias do procedimento realizado numa idosa de 80 anos, mãe de um funcionário aposentado da empresa pública, em março deste ano, seriam apenas parte de um esquema de desvio de verba por meio do plano de saúde CorreiosSaúde, que vem sendo apurado pela procuradora Marina Filgueira.

A procuradora recebeu a denúncia sobre a cirurgia de coluna que custou, apenas em material médico, R$ 961.886,56, na última sexta-feira, encaminhada pela Procuradoria Geral da República, em Brasília. Ela agora avalia se o caso tem conexão com as demais irregularidades que vêm sendo investigadas.

Conforme o EXTRA revelou ontem, os Correios compraram da empresa O2 Surgical — único fornecedor cotado — uma lista com 15 itens, entre parafusos, hastes, arruelas e broca, por preços quase 5.000% mais altos que os praticados no mercado e em licitações eletrônicas realizadas por órgãos públicos. Um único parafuso saiu por R$ 19.698. No pregão eletrônico realizado, este ano, pelo Comando do Exército, a peça custou R$ 3.400. A preços de mercado, a cirurgia não custaria mais do que R$ 90 mil.

O neurocirurgião Ricardo Ribeiro, que realizou a operação no Hospital Espanhol, no Centro do Rio, e pediu o material, afirma que os valores estão errados:

— Uma cirurgia como esta que foi realizada gasta em material algo em torno de R$ 60 mil a R$ 100 mil. Isso deve ser um erro de digitação, tem um zero a mais — arrisca.

Os Correios responderam que “as medidas pertinentes a essa ocorrência estão em andamento”. Já o Hospital Espanhol afirmou que “todos os materiais foram previamente solicitados pelo profissional médico responsável pela realização do procedimento cirúrgico e devidamente autorizados pelos Correios”.

O EXTRA tentou mais uma vez contato com a empresa O2 Surgical, sem sucesso.

Taxa engorda o orçamento

Na nota de Autorização de Materiais para Procedimento Cirúrgico, emitida pelos Correios, uma taxa de 15% engorda ainda mais o orçamento.

A chamada “taxa de comercialização previamente acordada” varia de acordo com o hospital e pode chegar a 20%. Segundo um funcionário de uma empresa que revende material cirúrgico, que pediu para não ser identificado, isso é praxe no mercado e, sem esse pagamento, não se consegue vender para as unidades de saúde da rede privada. Os Correios e o Hospital Espanhol não explicaram o que é essa taxa.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/ministerio-publico-federal-investiga-outras-cirurgias-milionarias-pagas-pelos-correios-9620216.html#ixzz2iyGHapLN

Justiça manda Correios parar de contratar comissionados

Andreza Matais, do 

Em julho de 2011, o estatuto da empresa pública foi alterado para permitir loteamento de cargos. MP quer demissões das pessoas contratadas sem licitação

Lia Lubambo/ Arquivo EXAME

Central de distribuição dos Correios

Correios: há dois anos, estatudo da empresa pública foi alterado para permitir contratações de pessoas sem concurso público

Brasília – A Justiça do Trabalho proibiu os Correios de contratarem servidores sem licitação e analisa pedido do Ministério Público para que os já contratados sejam demitidos. Em julho de 2011, ano em que o PT assumiu o controle dos Correios, o estatuto da empresa pública foi alterado para permitir o loteamento de cargos.

  • A mudança no estatuto dos Correios permitiu ao presidente e a cada um dos oito vice-presidentes contratarem duas pessoas sem concurso público. O Ministério Público do Trabalho ingressou com ação na Justiça por considerar que as vagas não poderiam ser criadas sem autorização do Congresso e que esses cargos devem ser preenchidos por pessoas concursadas.

“A Justiça tem entendido que não existe emprego em comissão. Ganha a sociedade que não fica na mão de meia dúzia de apadrinhados. Normalmente não são pessoas comprometidas com o interesse público”, afirmou ao Grupo Estado a procuradora do Trabalho Ludmila Reis Brito Lopes.

Na última quinta-feira, 24, a procuradora recebeu representantes dos Correios, que apresentaram justificativas para as contratações. Contudo, não houve acordo. Segundo o gabinete da juíza Odélia França Noleto, o caso deve ir a julgamento no dia 22 de novembro.

No dia 5 de outubro, a Justiça concedeu liminar na qual impediu os Correios de fazerem mais contratações, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Após a decisão, os Correios apresentaram novas considerações, em 30 de setembro, entre elas a de que “determinadas vagas disponibilizadas nas vice-presidências da empresa necessitam de expertise e qualificação profissional que a reclamada não encontra em seu quadro de empregados.” No quadro de funcionários concursados dos Correios, porém, há 7 mil profissionais de nível superior e mais de 5.500 técnicos. Entre os “experts” contratados para assessorar a diretoria dos Correios estão Ernani de Souza Coelho, funcionário aposentado dos Correios, marido da ex-senadora Fátima Cleide (PT); Getúlio Marques Ferreira, professor de eletrômecânica; Mario Sergio Castanheira, ex-funcionário do fundo de pensão dos servidores da Petrobras (Petros) e a jornalista Vanda Célia.

“Trabalho na vice-presidência de Relações Institucionais. Não sei o nome. Acredito que tenho qualificação para isso. Eu presto consultoria na área de comunicação”, disse ela. Conforme o Portal da Transparência, Vanda Célia está lotada, desde junho de 2011, na Vice-Presidência de Clientes e Operações.

A Justiça questiona o artigo do Decreto 7.483, assinado no dia 16 de maio pela presidente Dilma Rousseff e pelos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Miriam Belchior (Planejamento) que trata da livre nomeação. O mesmo decreto também permitiu aos Correios trazer servidores concursados em outros órgãos. Mas a Justiça não o esta questionando.

Os Correios afirmam que a decisão da Justiça é liminar e que a esta contestando. Em nota ao Grupo Estado, afirmou que dos 18 cargos comissionados de livre nomeação, apenas três não estão preenchidos. Segundo a nota, os Correios têm 124 mil trabalhadores concursados.

A estatal foi palco de grandes escândalos no governo passado, incluindo o do mensalão, em 2005, e a queda de Erenice Guerra da chefia da Casa Civil em 2010. Erenice era o braço direito de Dilma quando a petista comandava a pasta. No governo Dilma, o PT foi escalado para tentar mudar a fama ruim dos Correios.

 

 Fonte: Exame

Maria Prestes, viúva de Luiz Carlos Prestes lança obra de memórias em Natal/RN

Na noite da última quinta-feira (24), Natal foi palco do lançamento da obra Meu Companheiro – 40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes. O auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte reuniu a militância comunista, amigos e pessoas interessadas em ouvir as histórias da autora Maria Prestes que, por quatro décadas, conviveu com o “Cavaleiro da Esperança”.

Além do viés político, Maria Prestes destacou a face humana do dirigente comunista Luiz Carlos Prestes, revelando os detalhes de um período tenebroso da história do Brasil, da missão que o destino lhe ofereceu e da vida de uma família marcada pela luta ideológica, pela clandestinidade, pelo exílio e pela força de sobreviver a tudo isso.

A obra não apresenta nenhum traço espetacular do líder comunista. A imagem de sua coragem, paciência, carinho e compreensão se contrapõem a do herói burguês, que não chora, não ri, não ama, nem amigos nem família fazem parte de suas preocupações. Ao contrário, o livro procura registrar a história “humana” de Prestes”, trazendo os aspectos do pai de família, que gostava de cozinhar, sempre ajudava nos afazeres domésticos, adorava jardinagem e sempre tinha roseiras e hortas em casa.

Em sua terceira edição, o livro escrito há 20 anos incorpora novos depoimentos e é apresentado em versão bilíngue (português e espanhol). O prefácio da edição traz a assinatura da presidenta Dilma Rousseff.

Maria Prestes

Filha de um militante comunista, a pernambucana Maria Prestes cresceu participando de atividades ao lado do pai. Aos 10 anos, já trabalhava em solidariedade às famílias de presos políticos, distribuía material em porta de fábrica, participava de passeatas e atividades como na luta contra a carestia e na campanha “O Petróleo é nosso”. Em 1947, com a cassação do registro do Partido Comunista, recebeu a tarefa de oferecer a segurança de Prestes.

Recentemente, Maria Prestes teve uma atuação decisiva no episódio que trouxe o arquivo soviético de Luiz Carlos Prestes para o Brasil. Graças a ela, que coordenou uma mobilização ativa de intelectuais, diplomatas e até presidentes (tanto do Brasil como da Rússia), hoje os inúmeros documentos de Prestes, principalmente os que se referem ao período do exílio, estão preservados no Arquivo Nacional, com acesso garantido aos pesquisadores em geral, historiadores e cientistas sociais.

De Natal, Jana Sá

“Quem quer arruma um jeito. Quem não quer, uma desculpa”

Foi usando desse ditado que o estudante Anderson Alves fez sua intervenção na Audiência Pública sobre a questão do desabastecimento hídrico no RN. “As ações governamentais que têm como objeto o ser humano em si – como educação, cultura, saúde…- são mais demoradas e os efeitos não são imediatos. Mas obras de infraestrutura, como rodovias, aeroportos, barragens, etc, são diferentes porque não se tem um trabalho diretamente NO ser humano, mas PARA o ser humano, naquilo que existe em seu redor.

E outra coisa! As obras, visíveis, redem votos! Mesmo assim os nossos governantes preferem ver o povo a depender das migalhas, como por exemplo os Carros-Pipa.” comparou o jovem.

Na presença de autoridades e deputados, Anderson – que também é presidente do PCdoB em Currais Novos – levou a reclamação dos seridoenses, em especial aqueles de sua cidade, ao lado do Vereador Sérgio Henrique (PSDC), do ex-coordenador de Recursos Hídricos de Currais Novos Chacon (foto) e de outras lideranças do Seridó, como Joana D’arc que lidera o Movimento Grito da Seca.

 

“Investir em infraestrutura hídrica não é difícil. Projetos não faltam e os recursos existem. O que falta é a vontade e a capacidade política para fazer. Isso é o que é difícil! Caneta tem sobrando, o que falta é a mão determinada para assinar a ordem de serviço. Basta querer, porque quem quer arruma um jeito. Quem não quer, uma desculpa! Já diz minha avó de 88 anos.” concluiu Anderson.

Fonte: Blog do Vlaudey Liberato

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