Archive | julho 2013

Chapa da CTB é reeleita para comandar o Sintect-RN

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Após dois adiamentos, chegou ao fim o processo eleitoral, que elegeu por ampla maioria a chapa 1 – da CTB, para comandar o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Norte (Sintect-RN).

Três chapas concorreram ao pleito que levou cerca de 630 trabalhadores e trabalhadoras às urnas. A Chapa da CTB/Findect obteve nas urnas 254 votos contra 186 votos da Chapa 2 da Conlutas/Intersindical/Fentect e 164 votos da Chapa 3 da CUT/Fentect.

Segundo Moacir Soares, presidente da CTB-RN, apesar das manobras jurídicas da oposição, o processo demonstrou a força e o devido respeito da categoria no empenho e seriedade da CTB e do Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios).

“Os companheiros da Chapa 1 fizeram por merecer essa vitória e, diante da humilhação sofrida no trajeto da campanha, e acima de tudo, apresentaram propostas sérias para a luta sindical, que é o mais importante. Motivos que levaram os ecetistas  a elegerem a nova diretoria para o triênio 2013/2016, com uma chapa reformulada e comandado pelo bravo companheiro anistiado, Shampoo Zen”, destacou Moacir.

“Vamos dar continuidade ao trabalho iniciado na última gestão, reforçando a luta por melhores condições de trabalho, contratações, entre outas reivindicações. Agradecemos pela confiança da categoria aos votos que confirmaram a força da chapa 1 e do trabalhado realizado nos últimos anos”, destacou o presidente eleito.

Portal CTB

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Vitória Classistas do SINTECT/RN com a Chapa 1 da CTB/FINDECT

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Após dois adiamentos das eleições dos SINTECT/RN, pela Junta eleitoral, onde a Chapa da situação e vitoriosa no pelito era minoria, uma vez que disputaram três chapas e a constituição da junta é estatutariamente paritária e demostrando força e o devido respeito da categoria crença do trabalhador no empenho e seriedade da Central e Federação as quais estamos filiados, CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e FINDECT – Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios .

Os companheiros da Chapa 1 fizeram por merecer a vitória e, diante da humilhação sofrida no trajeto da campanha acima de tudo, apresentaram propostas sérias para a luta sindical, que é o mais importante, por isso elegeram a nova diretoria para o triênio 2013/2016, com uma chapa reformulada cinco antes das eleições para o triênio 2013/2016, que será comandado pelo bravo companheiro anistiado Shampoo Zen.

O SINTECT-RN agradecem a confiança e os 254 votos que novamente confirmaram a força da Chapa 1 da CTB/ FINDECT contra 186 votos da Chapa 2 da Conlutas/Intersindical/FENTECT e 164 votos da Chapa 3 da CUT/FENTECT.

Que haja sempre vitórias da classe trabalhadora! Viva a o compromisso e o trabalho bem feito!

 

Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá Cidadão Natalense

 18.03.2012
Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá
Cidadão Natalense
 
— Walter Medeiros*

Último dia do ano de 1999. Uma jovem repórter percorre os arredores da Torre de TV de Brasília. Olhar atento, ela observa cada pessoa, dos turistas aos hippyes, principalmente olhando para os seus braços esquerdos e mãos direitas. Procurava alguém que tivesse um cordão amarrado no braço esquerdo e uma Bíblia na mão direita. Aproximava-se da meia-noite. Em menos de uma hora chegaria o ano 2000, que tanto trabalho deu para entenderem tratar-se do último ano do Século XX e não o início do novo século. Ela procurava não dar na vista, mas olhava para todos que encontrava, preocupada em não deixar de enxergar ninguém. Se aquela pessoa que procurava estivesse no local ela não poderia deixar de localizá-la.

O frio era grande, mas ela era acostumada com aquelas temperaturas do cerrado e sempre saía de casa com o agasalho certo; não teria nenhum problema. Não tinha perigo de deixar de ver a pessoa que procurava, se ela estivesse no local, pois ela conhecia cada canto da torre. Estava acostumada a fazer reportagens e visitas ao local, às vezes até para almoçar no seu restaurante. Ou mesmo para levar amigos de outros estados a fazerem compras na tradicional feirinha do local. Havia uma ansiedade muito grande, pois o encontro com aquela pessoa poderia ser emocionante. Ela queria saber aonde e como teria sido a vida da outra pessoa nos últimos 26 anos.

A ansiedade aumentava na medida em que aproximava-se da meia-noite. Seria a passagem  do ano e início do reveillon de Brasília. Através de um pequeno televisor a pilha, ela vira de relance festejos da chegada do ano em outras partes do mundo. Na solidão de sua missão jornalística, via a beleza dos fogos de artifício iluminando o céu da sua amada cidade. Correu do seu rosto uma lágrima. Era a emoção da chegada do ano 2000, a frustração por não ter encontrado a pessoa que esperava e o calor anônimo das pessoas que a cumprimentavam e desejavam “Feliz Ano Novo!” e “Feliz Ano 2000!”. Não encontrou o homem do cordão no braço e a Bíblia na mão. Mesmo assim aproveitou aquele ambiente que viu e juntou dados para uma matéria, na qual contaria o que tinha ido fazer na Torre de TV naquela hora e revelaria para seus leitores tudo que sabia a respeito do homem que fora esperar.

A imprensa nacional atentou para o encontro marcado por Glênio Sá, ex-guerrilheiro do Araguaia, com um ex-companheiro de cela. Eles combinaram que passariam o réveillon juntos na Torre de TV de Brasília. Um jornal da cidade registrou a história em grande reportagem com a chamada: “Torre de TV: local em que dois ex-presos do regime militar marcaram um encontro 25 anos atrás para comemorar a liberdade”. Glênio sobreviveu ao regime militar, sem dedurar ninguém, mas não pôde contar ao amigo sobre a nova etapa da sua vida, quando reestruturou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Natal, casou-se, teve um casal de filhos, acreditava na revolução. Não conseguiu encontrar o amigo para falar de coisas boas. Seus contatos resumiram-se ao período da prisão, havia tantos anos.

Enquanto Glênio estava preso por motivos políticos, o outro fora parar no Pelotão de Investigações Criminais (PIC), no Setor Militar Urbano acusado de desviar armas do Exército. Era um recruta, preso num cela vizinha. Ninguém sabia o seu nome. Constava que era paranaense e fazia contato com o vizinho de cela, apavorado com os gritos vindos das sessões de tortura. A Torre de TV era a única vista externa que os dois tinham a partir da prisão. Eles subiam numa pia para contemplá-la, enquanto sonhavam com a liberdade.

A forma de se identificarem depois de tantos anos seria usar um cordão amarrado no braço esquerdo e conduzir uma Bíblia na mão direita. Mesmo Glênio tendo vivido fora de atividades religiosas, demonstrava grande respeito pelas Igrejas e o uso da Bíblia no encontro não seria totalmente despropositado, pois o seu amigo era evangélico.  Todos estavam atentos no dia. Mas Glênio não poderia estar lá. Seu amigo também não foi ao encontro. Talvez jamais saibamos porquê. A jornalista lançou um olhar no infinito, para onde mandava em pensamento suas homenagens a Glênio e dava por encerrada a busca pelo encontro que o tempo e a vida desfizeram.

*Jornalista


Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá – Cidadão Natalense – II
Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá – Cidadão Natalense – III
Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá – Cidadão Natalense – IV
Memorial do Guerrilheiro Glênio Sá – Cidadão Natalense – V

SINTE-RN atua há mais de 20 anos sem registro sindical

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública do Rio Grande do Norte – SINTE-RN, não possui registro sindical. A informação foi confirmada pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em resposta a requerimento da Procuradoria Geral do Estado.

O procurador-geral, Miguel Josino, e a secretária de Estado da Educação, professora Betania Ramalho, ficaram surpresos com a notícia, uma vez que o registro sindical é o que legitima as ações dos sindicatos em defesa de suas categorias.

Ainda segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, o processo de solicitação de registro sindical do SINTE-RN, datado de 26 de fevereiro de 2008, tramita na Secretaria Nacional de Relações do Trabalho, reafirmando que, até o momento, a entidade não dispõe de personalidade sindical.

“Esse é um fato que causou surpresa, pois o sindicato existe desde 1989, possui estrutura organizacional e financeira, cobra que a Secretaria da Educação cumpra com as suas obrigações legais, no entanto, não faz a sua parte e permanece irregular”, ressaltou a secretária.

Fonte: Blog do Robson Pires
 

 

 

Correios terão que pagar mais de R$ 20 milhões por discriminação

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) foi condenada a pagar mais de R$ 20 milhões em indenização por discriminar e demitir uma funcionária com deficiência visual aprovada em concurso público, em 2011.

A decisão é do juiz Alcir Kenupp Cunha, da Vara do Trabalho de Gurupi (TO), que determinou o pagamento de R$ 188.550,00 a título de danos morais para a autora da ação, R$ 10 milhões de dano social em favor do Fundo de Amparo ao Trabalhador e mais R$ 10 milhões por dano moral coletivo à entidade filantrópica Associação dos Portadores de Deficiência do Estado do Tocantins.

Em sua defesa, a empresa alegou que a funcionária não teria condições de exercer as atribuições do cargo de agente de correios/atendente comercial para o qual foi aprovada. Vânia de Souza, autora da reclamação trabalhista, concorreu a uma vaga destinada a pessoas com deficiência, e foi aprovada em todas as fases do concurso público. Exames e perícia médica realizados para avaliar a qualificação e compatibilidade entre as atribuições da vaga e a deficiência da funcionária consideraram-na apta para a função.

Durante a fase de treinamento, a funcionária com deficiência disse que não foram oferecidas condições de acessibilidade compatíveis com sua condição, porque os computadores não eram adaptados, e não recebeu apostila em braile. No dia 30 de dezembro de 2011, a funcionária recebeu a informação de que, após avaliação de uma equipe multiprofissional, a ECT havia decidido demiti-la por não conseguir desempenhar suas atividades com êxito.

Na avaliação do juiz do trabalho Alcir Kenupp Cunha, a ECT não queria contratar a Vânia de Souza, autora da ação, ou qualquer outra pessoa com deficiência. “A previsão constante do edital do concurso da reclamada é mero atendimento de exigência constitucional e legal, que é desrespeitada logo após as fases iniciais do certame, para o fim de, por meio de arremedo de ‘acompanhamento’ e ‘avaliações’, eliminar nas etapas seguintes as pessoas com deficiência que ‘ousaram’ ser aprovadas no concurso”, afirmou o magistrado na sentença. O juiz também considerou que houve “procedimento sumário de ‘avaliação’ da autora em ambiente de trabalho não adaptado a sua deficiência, que durou apenas uma hora”.

Em nota, a ECT considerou o caso uma questão “pontual” e que, como empresa inclusiva, “mantêm em seu efetivo hoje cerca de 7 mil pessoas com deficiência. Nos concursos, a ECT destina 20% de vagas às pessoas com deficiência — acima dos 5% exigidos pela legislação”. A assessoria dos Correios em Tocantins informou que a funcionária foi reintegrada ao quadro de servidores, e que a empresa vai recorrer da decisão judicial.

Fonte: Agência Brasil

 

Cobrador de ônibus assaltado na zona Norte não cobre prejuízo e é demitido pela empresa

– Por: Portal JH

O assalto aconteceu nas proximidades da ponte de Igapó. Foto: Divulgação

O assalto aconteceu nas proximidades da ponte de Igapó. Foto: Divulgação

O cobrador Rodrigo Alves, funcionário da empresa de ônibus Reunidas Transportes Urbanos Ltda., exercia normalmente sua função na linha 26 (Soledade/Ponta Negra) na noite da última segunda-feira (15), quando, por volta das 21h30, nas imediações da ponte de Igapó, zona Norte da capital, dois criminosos adentraram o veículo e anunciaram o assalto. Até aí, nada de novo no perigoso cotidiano de Natal, a cidade que teve o maior aumento nos índices de violência do Brasil. O problema é que a empresa tentou obrigar Alves a ressarcir o prejuízo causado pela ação dos bandidos. Como se negou a cumprir a exigência, o funcionário foi prontamente demitido.

Seguindo procedimento padrão da empresa, após o assalto, os funcionários – cobrador e motorista – se deslocaram até a delegacia de plantão da zona Norte, na estrada da Redinha, para fazer o boletim de ocorrência, seguindo na sequência até a garagem da empresa para fazer a prestação de contas do dia. O cobrador foi, então, notificado que deveria comparecer na terça-feira (16) pela manhã ao escritório central da empresa. Lá, foi questionado se tinha condições de voltar ao trabalho ainda naquele dia, ao que respondeu negativamente. Foi nesse momento que recebeu pela primeira vez a intimação de funcionários, que o perguntaram se já sabia como ia pagar o prejuízo do assalto.

O que se seguiu foi uma série de ordens desencontradas. “Me mandaram para a Santa Maria (tanto a Reunidas como a Santa Maria pertencem à mesma pessoa, Agnelo Cândido), na Cidade Satélite, onde fica toda a parte burocrática das duas empresas; depois disseram que tinha de resolver com a Reunidas mesmo, na zona Norte. “Ficaram me empurrando para lá e para cá até que chegou a informação de que o próprio dono da empresa, junto ao diretor geral, Edilson Silva, haviam determinado que eu deveria pagar a quantia levada pelos criminosos, que foi de R$ 147,00. Foi oferecida a opção até de parcelar esse valor, mas neguei imediatamente, não acho justo que eu sofra um dano e ainda tenha de pagar por isso”, desabafa Alves. “Quando bati o pé e me neguei a cobrir o prejuízo, o funcionário que me repassou as informações ainda perguntou se não dava certo se fosse em três vezes, mas continuei com meu posicionamento. Foi quando ele disse que eu teria de assinar o aviso prévio”, finaliza.

A reportagem procurou o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn) e a diretoria da Reunidas Transportes Urbanos Ltda., mas ambos afirmaram que não se pronunciariam sobre o caso. O Sindicato dos Profissionais de Transporte do Rio Grande do Norte (Sintro) também foi acionado, mas o presidente da organização, Nastagnan Batista, está de férias.

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