Archive | junho 2013

Centrais sindicais negam greve geral nesta segunda-feira (1º)

Convocada em eventos no Facebook e postagens no YouTube e no Twitter por movimentos não identificados, a greve geral anunciada para o dia 1º de julho não conta com o apoio das principais centrais sindicais do país (CTB, CUT, Força Sindical, CGTB, UGT). As centrais já anunciaram, através de seus meios de comunicação, que não há nenhuma paralisação programada para a próxima segunda-feira (1º) e que convocação é uma fria.

Joanne Mota, Do Portal Vermelho com agências

Em entrevista ao Vermelho, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, destacou que essa convocação não possui validade e que é mais uma ação de setores conservadores e oportunistas.

Segundo ele, a CTB, bem como as demais centrais, tem sua agenda de ação apresentada às suas respectivas bases e frisou “os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil sabem que rede social não convoca paralisação e nem greve, mais sim, os sindicatos e as centrais sindicais. Eles conhecem e confiam em suas representações”.

Na oportunidade, Wagner informou que a CTB está orientando suas estaduais a realizarem uma série de manifestações, no próximo dia 2 de julho, em aeroportos das principais capitais brasileiras.

Em entrevista à imprensa, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. “(O ato de) 1º de julho não é do movimento sindical, de nenhuma central, não é de nenhum sindicato, não é de nenhuma federação. É fria”, alertou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Segundo o dirigente, os eventos agendados pelas redes sociais estão criando informações desencontradas que não correspondem à realidade. “O Facebook é apenas uma rede social, qualquer um escreve o que quiser. O trabalhador deve seguir a orientação do seu sindicato”, afirmou.

Em nota, a CUT reafirmou que “quem convoca greve geral é sindicato e não eventos do Facebook. Nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1º de julho”, diz o texto da central sindical, que acusa “grupos oportunistas” pela criação do evento no Facebook.

Paralisação geral no dia 11 de julho

Com o objetivo de reafirmar suas bandeiras, a classe trabalhadora, através de seus sindicatos e centrais, bem como os movimentos sociais, convocam para o dia 11 de julho um Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações.

Dentre as bandeiras que serão balançadas está a luta pelos 10% do PIB para a saúde, 10% do PIB para educação, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem prejuízo para os salários, valorização das aposentadorias, transporte público de qualidade, reforma agrária, mudanças nos leilões do petróleo, rejeição do PL 4330 que escancara a terceirização, plebiscito popular sobre a reforma política, reforma urbana e democratização dos meios de comunicação.

 

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Centrais farão paralisações conjuntas em todo o país no dia 11 de julho

Os oito centrais sindicais do país se reuniram nesta terça-feira (25), em São Paulo, para anunciar uma decisão histórica: CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS irão organizar, de maneira conjunta, uma série de paralisações por todo o Brasil no dia 11 de julho, com o propósito de pressionar o governo e o empresariado a aprovar a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.
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A reunião das oito centrais antecedeu o encontro que seus representantes terão com a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira, em Brasília. Para o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, foi importante o movimento sindical demonstrar unidade neste momento em que o país tem visto milhões de pessoas saírem às ruas para protestar por mudanças.

“Nosso papel será levantar as bandeiras de luta da classe trabalhadora e incorporar as reclamações das ruas. Nós vemos com bons olhos o que está acontecendo no país e já temos há tempos uma proposta de concreta para que o Brasil se desenvolva”, afirmou o dirigente da CTB, referindo-se à Agenda da Classe Trabalhadora, documento formulado pelas centrais em 2010, durante a segunda Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).

Luta pela democracia e pelos direitos trabalhistas

Ao encerramento da reunião, as centrais definiram que o 11 de julho será chamado de Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, a partir do lema “Pelas Liberdades Democráticas e pelos Direitos dos Trabalhadores”.

As lideranças sindicais também definiram nove bandeiras de luta como fundamentais na atual conjuntura. A lista abaixo será entregue à presidenta no encontro desta quarta-feira e ganhará destaque em cada parasalição que será realizada em 11 de julho:

– Fim do fator previdenciário
– 10% do PIB para a Saúde
– 10% do PIB para a Educação
– Redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários
– Valorização das Aposentadorias
– Transporte público e de qualidade
– Reforma Agrária
– Mudanças nos Leilões de Petróleo
– Rechaço ao PL 4330, sobre Terceirização.

Paralisações

Após a reunião com Dilma, os representantes das centrais voltarão a se reunir nos próximos dias para acertar os detalhes das paralisações que devem parar o Brasil no dia 11 de julho.

Para Pascoal Carneiro, será importante a regionalização dos atos, no sentido de interromper, nem que seja por algumas horas, os principais centros produtivos do país. “Iremos demonstrar nossa capacidade de articulação e contribuir para que essa onda de manifestações tome um rumo progressista, no sentido de trazer melhorias concretas para a classe trabalhadora e de impedir que qualquer movimento antidemocrático ganhe força perante a sociedade”.

Fernando Damasceno – Portal CTB

MANIFESTAÇÕES EM NATAL : A CAIXA DE PANDORA ESTÁ SE ABRINDO?

Na quinta-feira (20) Natal teve uma das maiores manifestações populares da sua história recente. Um mar de jovens, especialmente jovens, inundou a BR-101 e expôs as entranhas de um sistema político anacrônico, que há muito deixou de estar em sintonia com o desenvolvimento da democracia, mas que permanece presente graças a uma série de elementos que ainda não foram superados.

 
Natal em 20 de junho : milhares na BR-101.
Banho de democracia? Certamente que a democracia brasileira, que tem apenas 28 anos, foi sacudida por milhares que foram as ruas do Brasil e pelos pouco mais de 20 mil que se espalharam pela BR-101, numa miríade de cores e interesses. É de se lamentar que a retirada dos ônibus, estratégia dos empresários com o beneplácito do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do RN (SINTRO-RN), tenha desestimulado, quero crer, a participação de milhares de trabalhadores que poderiam ter engrossado essa manifestação. Mas isso é mera suposição.
 
BR-101 em Natal : a maioria era de jovens.
 Acompanhando uma tendência vista nas últimas manifestações, emergiu um grito “apartidário”, violento e truculento, estranho a manifestações que seriam “democráticas”, animado pelo sentimento, justo, de indignidade contra um sistema que eles mesmos sustentam, ou pelo menos sustentavam até semanas atrás, via apatia política e o voto sem critério algum.
 
As bandeiras dos partidos foram hostilizadas.
 A moçada, movida pela adrenalina e animada pelos sussurros e gemidos vindos da obscuridade fascista, puseram em ação a truculência anti-democrática via gritos de liberdade e democracia.
 
Democracia….democracia?
Protesto que, se num primeiro momento foi considerado “baderna” pela mídia, como num passe de mágica, passou a ser “manifestação” e a “baderna” passou a ser reverenciada como um “muda Brasil”, talvez numa referência ao “Fora Collor”. A crise de representação, que se arrasta desde a década de 90, agora foi exposta à sociedade e a face dessa crise é feia.
A alegria, mesclada com indignação, sem líderes ou liderados, agrada à imagem de quem defende a liberdade do indivíduo, aquele que não responde a ninguém senão a ele mesmo. Não é toa que a postura anarquista voltou a ser vista, por essa massa, como algo atrativo, embora seja uma espécie de “anarquismo soft”, sem referência aos postulados anarquistas e muito mais movido pelo rechaço ao modelo vigente.
Manifestações em todo o Brasil, e especificamente aqui, com várias bandeiras, vários questionamentos e enfurecida pelo anacronismo do sistema de representação política, por um Judiciário corporativo e por uma camada dirigente que, em boa medida, assenhorou-se do aparelho do estado para se auto-reproduzir, fez essa massa literalmente “surtar”. E pequenos grupos, nada desorganizados, aproveitaram esse momento para apresentar seu propósito : a destruição pela destruição, como que para ser um grito de revolta e não apenas de protesto.
Vários pequenos movimentos, sendo o mais expressivo deles o #Revolta do Busão, mergulharam no processo, reverenciando o espírito apartidário e realçando a face democrática via “coletivos”, como se isso não fosse uma forma de organização. A máscara do Anonymus provou que a não-face, que expressa um sentido do “eu sozinho”, também carrega a semente do niilismo que não se sabe bem para onde vai.
Mas manifestações foram infiltradas por provocadores que realizaram atos violentos e assumiram bandeiras políticas reacionárias, mirando não nos governadores e prefeitos, e muito menos nas câmaras, assembleias ou o próprio parlamento. O alvo, claramente passou a ser a presidente Dilma Roussef, e isso ficou claro nas intervenções dos articulistas reacionários da Veja, o esgoto midiático que se apresenta como revista.
 A transformação da luta democrática e social em um cenário de caos e desordem é o “sonho de consumo” forças da direita golpista, que se antes pareciam um delírio esquerdista, agora o que se vê é o seu assanhamento.
Resta saber até onde essas manifestações irão. E também como a esquerda vai se comportar diante dessa situação.
Pandora está se abrindo.
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Natal é lembrada pelo New York Times como cidade pioneira nas manifestações no Brasil

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o jornal norte-americano lembrou que protestos semelhantes surgiram em maio, em Natal.
Fotos: Kívia Soares/NE10 RN

Kívia SoaresDo NE10/Rio Grande do Norte

A onda de protestos com diversas pautas de reivindicações que tomou conta das ruas em diferentes cidades do Brasil, nessa segunda-feira (17), foram destaque na imprensa internacional e Natal, capital do Rio Grande do Norte, foi lembrada pelo New York Times, dos Estados Unidos, como a cidade pioneira nas manifestações.

LEIA MAIS:

>> Manifestação nacional promete parar Natal em protesto contra aumento das passagens
>> Governadora do RN classifica protestos pelo País como ‘fortalecimento da democracia’

Segundo matéria publicada nesta terça-feira (18), o jornal norte-americano lembrou que “protestos semelhantes surgiram em maio, em Natal, uma cidade no Nordeste do Brasil, e este mês, em São Paulo, depois que as autoridades levantaram as tarifas de ônibus levando a uma onda de manifestações”, diz um dos trechos da matéria.

O veículo comentou que milhares de pessoas participaram dos movimentos nas maiores cidades do País, e enfatizou as mobilizações em São Paulo, Rio de Janeiro e no Congresso Nacional, em Brasília.

A REVOLTA DO BUSÃO – Na capital potiguar, tudo começou com o primeiro protesto da chamada #RevoltadoBusão, movimento iniciado nas redes sociais contra o aumento de R$ 0,20 no valor da passagem na cidade, colocando Natal entre as capitais do Nordeste que cobram as tarifas mais caras.

primeiro ato ocorreu no dia 15 de maio deste ano, reunindo centenas de estudantes na BR-101, em frente ao Shopping Via Direta, na Zona Sul e saiu em passeata pelas ruas. O protesto resultou em confronto entre a polícia e os manifestantes, e causou congestionamento nas principais vias.  Além disso, as empresas de transporte da cidade mandaram recolher os ônibus durante a mobilização popular, o que acabou prejudicando os usuários que passaram horas a espera de um coletivo.

segunda manifestação foi no dia 16, diferentemente do protesto anterior na quarta (15),  não houve confronto com a Polícia, que acompanhou de perto o protesto. O grupo desta vez se concentrou no Centro da Cidade, Zona Leste e caminhou bloqueando a Avenida Rio Branco até a sede da Prefeitura, lá chegando pediram a presença do prefeito. Logo em seguida parte dos manifestantes foi protestar em frente à Câmara do Vereadores, onde foram recebidos por alguns parlamentares.

Já no dia 20 houve nova mobilização em frente à Prefeitura, e os manifestantes também promovem um “roletaço” na Avenida Prudente de Morais, no bairro do Tirol, onde os passageiros entravam no ônibus sem pagar passagem, deixando o trânsito lento nas imediações.

Eles ainda distribuíram panfletos nas paradas e dentro dos ônibus, convocando a população para a outra manifestação que viria ocorrer no dia 21, quando três movimentos diferentes se uniram para protestar nas ruas e reivindicar suas pautas: a #RevoltadoBusão, Movimento Sem Terra (MST) e Grito da Seca, promovido pela Federação dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Norte  (Fetarn). Os manifestantes bloquearam os cruzamentos das avenidas Jaguarari e Capitão-mor Gouveia, Zona Sul, e logo após seguiram em passeata até o Centro Administrativo do Governo. Segundo a Fetarn, o ato reuniu cerca de seis mil pessoas.

No dia 23, cerca de 500 manifestantes do MST e #RevoltadoBusão voltaram a ocupar as ruas.O ato mais recente foi no dia 6 de junho, dois dias depois da redução do valor de R$ 2,40 para R$ 2,30 devido à desoneração tributária. No entanto, os manifestantes também pleiteiam licitação para o transporte público de Natal e melhores condições no serviço das empresas de ônibus, considerado precário. Durante o ato, um jovem chegou a cair de um viaduto, numa altura de aproximadamente seis metros.

Um novo ato nacional está marcado para a quinta-feira (20), com protestos previstos, inclusive, em Natal.

 

Em reunião com Lula, centrais reafirmam necessidade de reduzir tarifa do transporte

lula wagner

Em reunião realizada nesta quarta-feira (19), em São Paulo, e solicitada há mais de dois meses para tratar de assuntos da pauta da classe trabalhadora, a CTB e as demais centrais sindicais afirmaram ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua posição em relação à necessidade de reduzir as tarifas do transporte público pelo país afora.

De forma consensual, as centrais sindicais reafirmaram a Lula aquilo que já haviam manifestado ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, um dia antes, durante reunião do Conselho da Cidade: diante das manifestações populares, a saída ideal deveria ser a revogação de qualquer aumento.

No final da tarde, Haddad e o governador Geraldo Alckmin anunciaram a revogação do aumento das tarifas dos ônibus, trens e metrô. Para Wagner Gomes, a decisão foi acertada, mas a pauta dos protestos não deve ser encerrada. “O clamor das ruas mostra e reforça a necessidade de avançar nas mudanças políticas em direção a um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia, bandeira da Conclat levantada hoje unitariamente pelas centrais sindicais”, afirma o dirigente.

Convite

Além da questão referente ao transporte público, as centrais sindicais reafirmaram a Lula algumas de suas reivindicações junto ao governo federal, apresentadas há mais de três meses, logo após a realização da 7ª Marcha a Brasília.

Além disso, Wagner Gomes e o vice-presidente Nivaldo Santana entregaram a Lula um convite para que ele prestigie o 3º Congresso Nacional da CTB, a ser realizado entre os dias 22 e 24 de agosto. “Lula é uma figura histórica para o sindicalismo e para a classe trabalhadora. Sua presença trará um grande brilho ao nosso Congresso”, afirmou o presidente da CTB.

Portal CTB

 

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