Archive | 25/03/2012

Mulher de duas vaginas não aceita proposta de 1 milhão de dólares para estrelar filme pornô

Hazel Jones causou tanto furor com a revelação de que possuía duas vaginas que não demorou para que aparecessem especulações digitalizadas sobre como seria a coisa, já que a inglesa não mostrou nada para matar a curiosidade dos voyeurs da rede e nem pretende fazê-lo já que recusou uma proposta indecente de 1 milhão de dólares para estrelar um filme pornô.
Fonte: Blog do Fred Braga
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Pesquisa identifica causa da calvície

Londres (BBC) – Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram uma pista biológica para a calvície que poderia levar à descoberta de um tratamento para interromper ou até mesmo reverter o afinamento dos cabelos. Em análises com homens calvos e ratos de laboratório, os cientistas americanos descobriram uma proteína que leva à perda de cabelos.

Segundo os pesquisadores, drogas que seguem esse caminho já estão em desenvolvimento. O estudo, publicado na revista especializada Science Translational Medicine, poderia levar a um creme para tratar a calvície.

A maioria dos homens começa a perder os cabelos na meia-idade. Até os 70 anos, 80% dos homens enfrentam alguma perda de cabelo. O hormônio sexual masculino testosterona tem um papel importante no processo, assim como os fatores genéticos. Eles provocam a diminuição dos folículos capilares, até que eles se tornem tão pequenos que parecem invisíveis, levando à aparência da calvície.

Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia analisaram quais genes são ativados quando os homens começam a perder os cabelos. Eles verificaram que os níveis de uma proteína-chave chamada “prostaglandina D sintetase” são elevados nas células dos folículos capilares localizados em áreas calvas do couro cabeludo.

Camundongos criados para ter níveis altos da proteína ficaram completamente calvos. Cabelos humanos transplantados também pararam de crescer ao receber a proteína. A inibição do crescimento do cabelo seria ativada quando a proteína se liga a um receptor nas células dos folículos capilares. “Essencialmente, mostramos que a proteína prostaglandina era elevada no couro cabeludo calvo dos homens e que ela inibia o crescimento capilar. Então identificamos um alvo para o tratamento da calvície masculina”, afirma o dermatologista George Cotsarellis, coordenador do estudo.

“O próximo passo será procurar compostos que afetam esse receptor e também descobrir se bloquear esse receptor poderia reverter a calvície ou somente preveni-la. Esta é uma questão que poderá levar um tempo para ser respondida”, diz. Segundo ele, várias drogas que seguem essa pista já foram identificadas e algumas já estão na fase de testes clínicos.

Implantes

A equipe de cientistas da Universidade da Pennsylvania também usou homens que passaram por transplantes capilares como as cobaias dos estudo, comparando os folículos capilares em áreas de calvície e nas áreas com cabelo do couro cabeludo destes homens. Apesar de as áreas sem cabelo apresentarem o mesmo número de células-tronco responsáveis pelos fios que as áreas normais do couro cabeludo, na área careca existiam menos células-tronco mais amadurecidas, as chamadas células progenitoras.

Esta diferença significa que os folículos capilares em áreas de calvície encolhem, e não desaparecem, e os novos fios de cabelo produzidos são microscópicos comparados ao cabelo normal. “Isto sugere que existe um problema na ativação de células-tronco, convertendo as células progenitoras em couro cabeludo careca”, afirmou  Cotsarelis. “O fato de que existem números normais de células-tronco no couro cabeludo calvo nos dá esperança de reativar aquelas células-tronco”, acrescentou.

Cientista quer clonar gigante da Era do Gelo

Berlim (DW) – O sul-coreano Woo Suk, considerado um pioneiro em clonagem no mundo, chegou a ter uma de suas pesquisas considerada fraude. Agora, ele apresenta um novo e ousado projeto: trazer os gigantes do gelo de volta à vida. Fazia tempo que as coisas andavam calmas para o pesquisador sul-coreano Hwang Woo Suk. Há alguns anos, Hwang afirmou ter clonado um embrião humano e ter reproduzido células-tronco embrionárias.

Ambas as afirmações foram mais tarde desmascaradas e consideradas fraude. Agora, o polêmico veterinário volta a chamar atenção. A partir de amostras de tecido congelado, Hwang pretende trazer o extinto mamute-lanoso de volta à vida.

Para clonar um mamute a partir de seus restos mortais, Hwang Woo Suk precisa de núcleos celulares intactos, nos quais ele espera encontrar a informação genética completa sobre o animal. O cientista então terá que substituir o conteúdo do óvulo de uma determinada espécie – no caso, um elefante indiano – pelo material genético retirado das células do mamute.  Três anos atrás, como parte de um projeto de clonagem de mamutes no Japão, pesquisadores conseguiram clonar um camundongo a partir das células de um roedor que estava congelado havia 16 anos. Desde então, nada mais foi ouvido a respeito do projeto.

O biólogo Alex Greenwood, do Instituto Leibniz de Pesquisas em Zoologia e Vida Selvagem (IZW) em Berlim (Alemanha), é cético em relação ao projeto de clonagem de mamute. Segundo ele, uma primeira análise no microscópio pode dar aos cientistas esperanças porque eles conseguem discernir contornos nas células e mesmo núcleos dentro do tecido do mamute. Mas as estruturas não estão intactas, diz Greenwood, “eles são impressões congeladas de células antigas.”

O biólogo descartou a possibilidade de que o tecido dos mamutes da Sibéria possam conter células em funcionamento. “Dez mil anos de permafrost são diferentes de 16 anos em um freezer”, disse Greenwood, referindo-se ao experimento japonês. De acordo com o biólogo, como as temperaturas não são constantes na Sibéria, o tecido descongelou e congelou várias vezes ao longo dos milênios. Esse processo destruiu todas as microestruturas de células vivas – e o que resta do DNA está fragmentado.

Fonte: Tribuna do Norte

Crescem denúncias de abuso sexual

Roberto Lucena – Repórter

O juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude, Sérgio Maia, julgou, nos últimos quatro anos, 308 casos de abuso sexual cometidos contra menores de idade em Natal. O número pode parecer pequeno se comparado com o tamanho da população. No entanto, até semana passada, a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA) instaurou 43 inquéritos e remeteu 35 à Justiça. Os casos se repetem quase que diariamente. Os acusados são, na maioria das vezes, parentes ou pessoas que têm proximidade e confiança da vítima. O combate e investigação desse tipo de crime, no Rio Grande do Norte, são incipientes. Há apenas uma unidade da DCA para atender todo Estado.

O tema voltou à discussão às vésperas do Carnaval desse ano. No dia 17 de fevereiro, a polícia prendeu o motoboy José Antônio da Silva, 31 anos. Ele é acusado de cometer vários estupros contra menores de idade de ambos os sexos em diversos bairros da cidade. José Antônio agia à luz do dia e abusava de suas vítimas no meio da rua. O acusado, que já foi preso outras vezes pelo mesmo crime, é pai de um casal de filhos. No início desse mês, o menino completou 12 anos. O pai, preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Panatis, não vê o filho desde que foi preso. “Minha vida acabou. No aniversário do meu filho, não pude dar os parabéns a ele porque estou preso”, disse José Antônio.

Com a mesma aparente tristeza que pronuncia a frase acima, o acusado conta como agia com as crianças de 8 a 15 anos que ele abusava. “Eu via a pessoa na rua e não sabia o que acontecia. Alguma coisa me dominava e eu fazia. Esse problema eu tenho desde 2001. Já pedi ajuda para resolver e ninguém faz nada. Só me julgam sem saber o que acontece comigo”. José Antônio não conhecia suas vítimas. Na DCA, até sexta-feira passada, 14 meninas e 13 meninos já tinham reconhecido o motoboy como “monstro” que os violentou.

De acordo com especialistas, o caso de José Antônio é uma exceção à regra. Segundo o psicólogo Jean Von Hohendorff, as estimativas apontam que cerca de 80% dos casos de violência sexual são perpetrados por pessoas que possuem relacionamento próximo com as vítimas. “O vínculo de confiança que uma criança possui com um adulto pode ser utilizado para o cometimento de uma agressão, sendo estes vínculos mais presentes entres pessoas próximas”, explica.

Mas o que motiva um ser humano a abusar sexualmente de uma criança? Para o psicólogo, essa é uma questão ainda sem resposta definitiva e que vem despertando o interesse da comunidade científica. “Sabemos que existem certos fatores de risco para a ocorrência da violência sexual contra crianças: abuso de drogas e alcoolismo, histórico de violência, histórico de transtornos psicológicos, dificuldades de relacionamentos, dentre outros. Não podemos pensar em apenas um fator ou motivador do comportamento agressivo, mas sim, devemos considerar a junção de diferentes fatores devido à complexidade do assunto”.

Alberto LeandroEspecialistas alertam que os pais precisam estar atentos às reações e comportamento das criançasEspecialistas alertam que os pais precisam estar atentos às reações e comportamento das crianças
O juiz Sérgio Maia afirma que a maioria dos réus nega a autoria do crime ao qual são acusados. “Acredito que mais de 90% dos acusados nega que tenha cometido o abuso”, afirma. Por causa disso, o magistrado, apesar de estar à frente da 2ª Vara da Infância e da Juventude e ser o responsável pelo julgamento dos crimes contra dignidade sexual dos menores de idade, há mais de dez anos, desconhece os motivos que levam os criminosos a agirem. “Não dá para se aprofundar nesse aspecto. Eles dizem que foi um momento de fraqueza, culpam a mãe da vítima e dificilmente confessam o crime”, afirma.

A partir de 2009, o combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes ganhou um reforço quando o artigo 214-A do Código Penal entrou em vigor. A Lei define o “estupro de vulnerável” e qualifica o crime como hediondo. Segundo o artigo, é passível de prisão que varia de 8 a 15 anos aquele que mantiver “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de catorze anos”. Para o juiz Sérgio Maia, a Lei foi um avanço. “Porque antes só era qualificado como estupro o crime contra mulheres e se houvesse a conjunção carnal. Agora não é mais assim. Houve um avanço no enquadramento do agressor”, afirma.

Outra evolução, segundo o magistrado, também ocorreu em 2009. Atualmente, as ações contra os criminosos são classificadas como públicas incondicionadas. “Ou seja, não é necessário que um parente da vítima denuncie o crime. Esse tipo de violência é de interesse da coletividade e órgãos como Conselho Tutelar ou Ministério Público podem ser os denunciantes”, diz.

Apesar dos avanços e do número de processos julgados nos últimos quatro anos, Sérgio Maia afirma que muitos casos não vêm à tona. Denúncias deixam de ser feitas por vários motivos. A dependência financeira e emocional que a vítima tem do agressor é um dos principais deles. “Temos esses 308 casos julgados, mas esse é um número que não dá para mensurar o que de fato acontece. Sei que isso não é a realidade em nossa cidade. Nos últimos anos, é verdade que tivemos aumento das denúncias. Mas será que isso ocorre porque está se cometendo mais crimes ou porque a sociedade está ficando mais consciente?”, questiona.

Denúncias de crimes contra crianças podem ser feitas através do Disque 100. Na internet, é possível entrar em contato com autoridades no site ww.disque100.gov.br.

Casos de abuso chegam de todo o Rio Grande do Norte

A menina corre de um lado para outro apontando para os cartazes fixados nas paredes. Neles, estão retratos em preto e branco de rostos de homens procurados pela Justiça. “Moço, porque o policial anda com uma arma na cintura?”, pergunta a menina de seis anos ao observar um agente policial. “Para se defender dos bandidos”, responde o repórter. A menina fica pensativa por um instante e, logo em seguida, volta a correr pelos corredores do prédio.

A cena foi registrada na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA). É lá onde crianças como a pequena Jaqueline [nome fictício] são levadas por pais ou familiares para denunciarem abusos sexuais sofridos. O ambiente não é agradável e nem de longe lembra o universo infantil. O prédio localizado no bairro Tirol, há mais de dez anos, abriga a unidade policial sem nunca ter passado por reformas ou melhorias. As histórias ouvidas ali são carregadas de sofrimento e dor. Histórias como a de Jaqueline. “Ela foi passar uns dias na casa do pai dela. O sogro dele já um senhor de idade. Foi ele quem abusou da minha filha. Mostrava o pênis para ela e ficava apalpando as partes íntimas. Mandava que ela sentasse no colo dele com as pernas abertas. Graças a Deus nós descobrimos e agora eu vim denunciar esse monstro”, relata a mãe de Jaqueline, moradora do bairro Nossa Senhora da Apresentação.

Os pais de Jaqueline são separados. Às vezes, a menina vai para casa do pai onde fica alguns dias. Na última ida, ocorrida no início de fevereiro, Jaqueline quis voltar para casa da mãe. Sem dizer o motivo, chorava e pedia que a mãe fosse buscá-la. Ao retornar para casa, contou os momentos de pavor que viveu. “Eu perguntei a ela o que tinha acontecido. Começou a chorar e me disse tudo. Fiquei desesperada e por isso procurei a delegacia”, diz a mãe.

O titular da DCA, delegado Correia Júnior, ouve histórias parecidas todos os dias. À frente da delegacia desde outubro do ano passado, ele diz que o “estupro de vulnerável” é o crime mais comum cometido contra crianças e adolescentes. “Infelizmente essa é a nossa realidade. No geral, os crimes contra a dignidade sexual lideram nossas estatísticas. O mais grave é que, geralmente, parentes ou pessoas próximas da vítima estão envolvidas. Seja como agressor ou acobertando este”, relata.

Só existe uma unidade da DCA para atender os 167 municípios do Rio Grande do Norte. A estrutura, segundo o delegado, está longe de ser a ideal. “Mas é o que temos e assim vamos trabalhando. Chega demanda de municípios de todas as regiões. Os delegados das outras cidades são orientados a também apurarem esses crimes”, diz.

A psicóloga forense Mariza Sarava Guerra é a responsável pelos laudos psicológicos de adultos e crianças expedidos pelo Itep. Laudos infantis são realizados apenas em Natal. No momento, o Itep tem uma equipe de três psicólogas e uma única sala de atendimento para crianças. “O laudo serve para atestar o crime. Não é necessário que a vítima apresente lesão corporal nem indício de conjunção carnal para comprovar o estupro”, diz a psicóloga.

Bate-papo

Jean Von Hohendorff » fpsicólogo e mestre UFRS
“Pode ser alguém acima de qualquer suspeita”

É possível reconhecer um possível agressor de crianças? Há algum comportamento suspeito que mereça atenção especial?

Dizer que existe um perfil de agressores é muito arriscado, tendo em vista a singularidade existente entre eles. Porém, estudiosos indicam que, ao contrário do que a população em geral acredita, um agressor sexual pode ser qualquer pessoa, até mesmo aquelas que são consideradas acima de qualquer suspeita. Existe o mito de que os agressores são “monstros” que serão facilmente reconhecidos devido a certos comportamentos ou a sua aparência física. O que se sabe é que crianças costumam se aproximar de pessoas que as tratam com gentileza e demonstram interesse por elas. Devido a isso, muitos agressores acabam se valendo de comportamentos gentis para com as crianças com o objetivo de conquistar sua confiança e, assim, cometer um ato de violência.

É possível dizer que um agressor pode ter sido abusado quando criança? Ou não há relação direta entre uma coisa e outra?

Não há evidências de uma relação direta. Os resultados de pesquisas indicam que apenas uma parcela de agressores foi vitimizado na infância.

É possível dizer que isso é uma doença? Ou a pedofilia não se enquadra como “doença”?

A pedofilia é um transtorno mental. Para serem considerados como pedófilos, os agressores devem possuir certas características, o que chamamos de critérios diagnósticos. Uma pessoa com o diagnóstico de pedofilia é aquela que ao longo de, no mínimo seis meses, teve fantasias sexuais recorrentes, impulsos sexuais ou comportamentos envolvendo atividade sexual com uma (ou mais de uma) criança com idade inferior a 13 anos. Para o diagnóstico de pedofilia, o indivíduo deve ter, no mínimo, 16 anos e ser pelo menos cinco anos mais velho do que a criança ou crianças. É importante esclarecer, então, que nem todos os agressores sexuais de crianças são pedófilos, uma vez que é preciso atender aos critérios diagnósticos do transtorno. Um pedófilo, conforme os critérios diagnósticos, pode nunca ter cometido uma violência sexual, mas possuir fantasias sexuais com crianças.

E qual o tratamento para essas pessoas?

O tratamento da pedofilia e, também, de agressores sexuais é um desafio atual. Isso ocorre por conta da dificuldade de adesão dos agressores ao tratamento. Alguns estudos já foram publicados indicando a dificuldade em obter êxito com o tratamento de agressores. Dentre as estratégias de tratamento que são pesquisadas, destacam-se a castração química, o monitoramento contínuo e a psicoterapia cognitivo-comportamental.

E a vítima? Quais danos pode sofrer após um abuso sexual?

Não existe uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas que seja particular à vivência da violência sexual. Os danos serão de acordo com o histórico prévio da criança – por exemplo, uma criança que possui histórico de sintomas depressivos tenderá a apresentar um diagnóstico de transtorno depressivo. Além disso, é necessário levar em consideração as circunstâncias nas quais a violência ocorreu. Pesquisas indicam que fatores como a proximidade entre vítimas e agressores, a reação dos familiares diante da revelação e o tempo de exposição à violência são mediadores do impacto.

O que deve ser feito com essa criança?

O primeiro passo é notificar a ocorrência da violência sexual ao conselho tutelar ou outro órgão da rede de proteção. Por meio dessa notificação será garantido que essa criança passe pelos exames médicos necessários, que o(a) agressor(a) seja afastado e que a criança seja encaminhada para tratamento psicológico. Além disso, é importante o auxílio à família no sentido de orientá-la quanto ao manejo com a criança.

Fonte: Tribuna do Norte

Infarto: Como perceber? O que fazer?

Isaac Ribeiro – Repórter

Não é raro ouvir falar que algum parente, amigo ou artista foi vítima de um infarto. Quando o problema é distante, só resta lamentar. Mas e quando a pessoa está infartando ao nosso lado, como saber? O que fazer para ajudar antes de ambulância chegar? A maioria das pessoas desconhece os sintomas e as medidas a serem tomadas nos primeiros momentos da parada cardíaca. Até mesmo quem já passou pelo problema tem dificuldades de reconhecer  os sintomas.

Uma pesquisa recente, realizada em seis capitais brasileiras, por uma grande empresa biofarmacêutica, constatou que 18% dos pacientes  infartados se consideram incapazes de reconhecer os sintomas da doença. Ou seja: até mesmo quem já infartou um dia não sabe identificar os sinais malignos.

Para a grande maioria dos entrevistados (88%) dores no peito são o principal e mais conhecido sintoma de que alguém está infartando. A pesquisa ouviu 600 pacientes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Belém e Curitiba.

E você saberia identificar se alguém está infartando?

O infarto do miocárdio acontece quando parte do músculo cardíaco começa a necrosar por falta de irrigação sanguínea, causado, principalmente, pela obstrução de uma artéria coronariana. O entupimento é causado pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes do vaso. Quando um fragmento se desprende ou um coágulo é formado, há o bloqueio do fluxo de sangue e uma consequente falta de nutrientes e oxigênio para o coração. O resultado são danos e sequelas irreparáveis ou até mesmo a morte.

Os principais sintomas são: dor contínua no peito, com sensação de compressão; ardor que pode ser confundido com azia; irradiação da dor para a mandíbula ou braços, sendo mais frenquente no lado esquerdo; suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento, ansiedade, agitação e respiração curta.

Vale ressaltar que os sintomas variam de intensidade e forma de manifestação, além de serem distintos em homens, mulheres, idosos e diabéticos.

Alex RégisPesquisa revela que nem mesmo quem já passou pelo problema sabe reconhecer os sintomas com precisãoPesquisa revela que nem mesmo quem já passou pelo problema sabe reconhecer os sintomas com precisão
Os cuidados tomados nos primeiros momentos do ataque cardíaco podem salvar a vida da pessoa. E a massagem cardíaca é fundamental nesse momento; mas nem todos sabem exatamente como realizá-la.

O coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Rodrigo Assis Neves Dantas, orienta ligar imediatamente para o 192 e pedir socorro. E que a massagem deve ser feita, de forma contínua, até a chegada da ambulância. É importante ter sempre um celular à mão e solicitar à equipe um desfibrilador portátil (DEA).

Para popularizar a forma correta de fazer a compressão no peito, a Fundação Britânica do Coração lançou um vídeo bem humorado, protagonizado pelo ator Jason Statham, conhecido por interpretar vilões em filmes como “Porcos e Diamantes” (“Snatch”), de Guy Ritchie. Ele aparece fazendo massagem cardíaca ao som do sucesso “Staying Alive”, dos Bee Gees (veja o clipe na TN Online).

O infarto é o segundo maior causador de mortes no Brasil, ficando atrás apenas do acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2008 o País registrou 75.272 óbitos pela doença, sendo que 59% das vítimas eram homens.

Reconhecer os sinais de um infarto não é tarefa das mais fáceis para os leigos, além de ser algo bem específico, como confirma o cardiologista Múcio Galvão, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Rio Grande do Norte. Mas se a pessoa tem 40 anos ou mais, apresenta um mal súbito caracterizado por dor forte e opressiva no peito, seguida por desmaio e falta de ar, pode chamar a ambulância, pois esses são os primeiros sinais de um infarto agudo do miocárdio.

Mas é preciso estar atento, pois se os sintomas forem em idosos, mulheres ou diabéticos, a dor pode ser menos agressiva e intensa, e até mesmo simular desconforto abdominais.

Segundo Múcio Galvão, no momento em que isso estiver acontecendo, o único tratamento efetivo é colocar a pessoa para repousar e procurar o serviço de urgência.

“Se a pessoa já tem problemas cardíacos anteriores, deve tomar um vasodilatador sublingual ou uma aspirina, antes de chamar o médico”, orienta o cardiologista, lembrando também que, se aparecerem sinais como vista escurecendo e taquicardia, é importante que a pessoa tussa forte, pois ajuda ao coração a voltar a bater normalmente. “Isso pode salvar uma vida.”

Questão de tempo

Um socorro  rápido e eficiente é fundamental para salvar alguém que está infartando. Se o doente for atendido nas primeiras três horas – até a sexta hora – e chegar num hospital terciário, as consequências podem se evitadas e o infarto abortado. É o momento de a artéria coronariana ocluída ser desobstruída com medicamentos ou com o procedimento hemodinâmico, ou seja, uma angioplastia.

Após 12h de iniciada a obstrução da artéria coronariana e de manifestação dos sintomas, o músculo do coração começa a morrer, abrindo caminho para o óbito do paciente.

“O ideal é não ter infarto agudo. A partir dos quarenta e cinco anos é preciso fazer os exames necessários. E mais importante ainda é levar a prevenção a sério”, comenta o cardiologista, aproveitando para criticar a postura da maioria das pessoas.

“Todo mundo sabe o que deve fazer, mas banaliza sua própria a saúde. Apesar de a longevidade ter melhorado muito, não adianta viver mais e não viver bem, com qualidade de vida”, analisa Múcio Galvão, integrante da diretoria de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC.

Dor no peito: mito?

Quando se fala em infarto, pensa-se logo em uma dor forte no peito. Mas não é uma regra básica a ser observada. É um dos sinais mais claros que algo realmente grave está em andamento. Mas ela pode ser causada por outros fatores, como alerta Múcio Galvão. “O coração não dói, normalmente. A dor no peito pode ser causada por questão de postura ou problemas reumáticos ou gástricos. Isso tudo pode confundir.”

A vice-coordenadora do Núcleo de Educação Permanente (NEP), do Samu Metropolitano, enfermeira Isabel Karolyne Fernandes Costa, comenta que quando a dor no peito é no homem, pode ser considerada um sinal clássico de um infarto. Mas nas mulheres e em idosos, os sinais podem se apresentar na forma de dor abdominal, tontura e dores na mandíbula.

Já o enfermeiro Rodrigo Assis Neves Dantas, coordenador do NEP, considera os sinais do infarto muito pessoais, variando de acordo com cada paciente e do grau de entupimento da artéria. Além da dor no peito, ele cita aumento da pressão arterial e formigamento dos membros. A evolução mais grave do quadro, ele confirma, é a parada cardio-respiratória.

Segundo o cardiologista Múcio Galvão, o processo de infarto pode ser fulminante ou demorado, principalmente nas mulheres. Há a possibilidade de a pessoa passar até três dias infartando, sem saber. “As mulheres, que eram mais protegidas do que os homens, hoje estão no mesmo patamar deles; principalmente se forem fumantes e tomarem anticoncepcional.”

O jornalista Marcílio Amorim sofreu um infarto em 2010 e foi submetido à implantação de um stent – espécie de pequeno balão inflado no interior da artéria obstruída. Uma dor muito forte no  braço esquerdo e uma sensação ruim de desconforto foram os primeiros sinais de que algo de errado estava se passando. Na verdade, ele estava infartando.

“Era como eu estivesse levantando um carro só com um braço. Fui parar na UTI”, comenta o jornalista, que confessa ter tido uma certa dificuldade para seguir as recomendações médicas para mudança de hábitos. “Já fiz dois checapes pós-infarto e não acusou nada. Não sou diabético, não sou hipertenso e nem tenho colesterol alto.”

Massagem cardíaca é fundamental nos primeiros socorros

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Metropolitano) tem um setor próprio – o Núcleo de Educação Permanente – sua equipe de socorristas, inclusive a fazer massagem cardíaca, ação fundamental para salvar a vida de  quem está infartando. Mas segundo o coordenador do NEP,  Rodrigo Assis Neves Dantas, nem todas as pessoas sabem realizar o procedimento, incluindo aí até mesmo alguns médicos e enfermeiros.

A vice-coordenadora do NEP, Isabel Karolyne Fernandes Costa, concorda que o cidadão comum tem muita dúvida sobre a forma correta de realizar a compressão cardíaca. Ela diz perceber isso quando o NEP está realizando cursos de treinamento. “É um procedimento simples, mas na hora o nervosismo e o pânico atrapalham.”

Para realizar a massagem cardíaca, deve-se deitar de costas, sobre uma superfície plana, a pessoa que está infartando. O local onde deve ser exercida a pressão fica no meio do tórax, mais precisamente na parte inferior do osso esterno. As mãos devem estar espalmadas, uma sobre a outra, mantendo os dedos esticados. O tórax deve pressionado em movimentos alternados, no ritmo de uma compressão por segundo. A cada parada, deve-se realizar uma ventilação no enfermo, a famosa respiração boca-a-boca, e verificar se o pulso voltou.

“A compressão cardíaca deve ser feita antes mesmo da chegada do Samu. Por isso que o NEP treina os leigos. Deve-se iniciar a massagem mesmo que a pessoa tenha dúvida. Deve ser forte e eficaz e nem precisa fazer o boca-a-boca. Mas tem de fazer a massagem até o Samu chegar”, orienta Isabel Karolyne.

Ela comenta ainda que assim que começa a parada cardíaca, a pessoa perde 50% de chances de sobreviver. E a cada minuto sem o devido socorro, perde 10%.

O coordenador do NEP alerta, porém, que a primeira providência a ser tomada é ligar para o 192, número nacional do Samu. Depois, deve-se colocar a vítima do infarto numa posição confortável, folgar as roupas e não impedi-la de realizar qualquer esforço físico. “Não pode realizar nenhum tipo de atividade e deve permanecer deitado. Quando o Samu chegar, ele deve ir para a ambulância deitado na maca.”

O coordenador do NEP comenta que a incidência de casos de infarto é “muito prevalente” entre os chamados de urgência. E atribui isso aos hábitos da sociedade atual. “Não se tem uma alimentação saudável, come-se muito em fast food, muito estresse, tabagismo, etilismo.”

Fonte: Tribuna do Norte

Comunistas de todo o Brasil festejam os 90 anos do PCdoB

“Nas ruas, nas praças da luta não fugiu! Viva ao Partido Comunista do Brasil!”. Foi com esse grito que cerca de três mil comunistas externaram sua alegria durante o ato de comemoração do aniversário do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizado neste sábado (24), na cidade do Rio de Janeiro.

Do Rio de Janeiro,
Joanne Mota e Mariana Viel

 

A festa, que reuniu comunistas e amigos do Partido de todo o Brasil e de diversos países do mundo, foi iniciada com a execução do Hino Nacional pelo maestro Rildo Hora. Ao som de sua gaita, o maestro levantou os presentes, que a uma só nota deram o tom da festa.

O vereador e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, Netinho de Paula, coordenou as comemorações. Além do Hino Nacional, foi exibido um documentário contando a história do Partido e resgatando fatos marcantes das nove décadas do PCdoB.

Tais como a resistência dos comunistas brasileiros ao regime militar, a luta pela redemocratização do país, a campanha Fora Collor, as vitórias do Lula e da presidente Dilma, dentre muitos outros. Ainda durante evento, foi declamado o poema do russo Vladimir Maiakovski em homenagem a Lênin.

Renato Rabelo

Ao som dos gritos de luta dos companheiros, Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, iniciou seu discurso salientando a importância destas nove décadas para o Partido. Ele lembrou que muitas gerações lutaram, bravamente, para sustentar a bandeira da liberdade, da democracia, da soberania nacional e do socialismo. E completar 90 anos é a prova viva dessa luta.

Segundo ele, a fundação do Partido “foi o vestíbulo na cena política brasileira de um partido da classe trabalhadora, com organização própria, uma causa definida, a luta pelo socialismo, e por objetivos que alcançassem esse grande ideal. Foi um acontecimento que demonstrou a visão histórica e o ato de coragem da semente de comunistas, que germinou para enfrentar a exclusão das massas trabalhadoras do curso político do nosso país”.

O presidente nacional do PCdoB frisou que atualmente o Partido atravessa um dos seus melhores momentos. “Manteve-se na cena da história. Tem sido uma força protagonista deste novo e promissor ciclo político que vive a Nação brasileira e os trabalhadores, aberto com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, e continuado por Dilma Rousseff. Foi um notável êxito até onde chegamos. Mas, não percamos de vista, que vale mais o que ainda temos a percorrer e conquistar. Por isso, os festejos do dia 25 de março têm a força de renovar seu apelo de luta aos trabalhadores e ao povo”, conclamou Rabelo.

Em seu discurso, o dirigente nacional deixou claro o papel estratégico da organização dos trabalhadores e da atuação dos movimentos sociais. Segundo ele, “o PCdoB vive uma fase de fortalecimento e expansão, em crescimento na sua ligação com o movimento dos trabalhadores e movimento popular, estes que assumem uma face moderna com a marca de grandes contingentes partidários e de lideranças destacadas, de jovens e mulheres”.

Ele frisou o papel dos movimentos organizados na construção do Partido e destacou que “a criação da União da Juventude Socialista (UJS), 28 anos atrás, foi um marco de originalidade e de importante êxito. A contribuição do Partido – com outras forças políticas e sindicais para criação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – deu importante passo renovador no movimento sindical. A União Brasileira de Mulheres (UBM), a União de Negros pela Igualdade (Unegro), a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) fazem parte da estreita relação de elevados compromissos dos comunistas com os movimentos sociais na atualidade”.

A presidente Dilma Rousseff – que não pôde estar presente na festa – enviou um vídeo cumprimentando o Partido pelo seu nonagésimo aniversário. Durante a mensagem, Dilma reforçou a aliança entre seu governo e o PCdoB em favor do Brasil.

A mandatária disse que ao longo de sua história “o PCdoB tem sacudido velhas estruturas por um país soberano e com justiça social”.

Dilma reafirmou que Partido teve um fundamental papel no governo Lula e que atualmente também assume um papel protagonista nos avanços e conquistas do governo federal.

A presidente falou ainda da unidade política dos parlamentares comunistas no Congresso e da competência do ministro Aldo Rebelo à frente da pasta do Esporte.

Homenagens 

A vice-presidente do PCdoB, Luciana Santos, coordenou as homenagens aos companheiros Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes e João Amazonas e rememorou o papel deles na Guerrilha do Araguaia. “Estas três figuras jamais serão esquecidas. O legado destes comunistas norteará nossa militância, que hoje, graças ao Partido, vive uma fase de fortalecimento e expansão, assumindo uma face moderna com a marca de grandes contingentes partidários e de lideranças destacadas, de jovens e mulheres”, afirmou a dirigente.

Maria Prestes, viúva de Luiz Carlos Prestes, falou da importância da participação da juventude na atual construção do Partido. Ela lembrou que por cerca de 40 anos participou de importantes lutas ao lado do Cavaleiro da Esperança. Maria Prestes reforçou ainda que enquanto puder e for convidada continuará atuando e contribuindo para as batalhas e lutas do Partido.

Beatriz Alcaforado Martinez, sobrinha de Astrojildo Pereira, disse que a homenagem representa um ato de justiça a um dos fundadores do Partido. “Ele foi um grande idealista e deu sua vida para o Partido. Esse é finalmente um reconhecimento ao trabalho e à defesa que ele fez à democracia e ao povo brasileiro”.

Luciana Santos acrescentou que, ao longo desses 90 anos de luta, o PCdoB toma seu lugar na história republicana brasileira. “Devemos deixar sempre ao alcance de nossa memória as lutas capitaneadas pelo nosso Partido, este que sempre se colocou na linha de frente para as lutas e que em várias ocasiões contribuiu para a determinação ou o desfecho de episódios importantes da história do nosso país”, explicou a vice-presidente do PCdoB.

Ato Político

A cerimônia também foi marcada por um ato político, que reuniu lideranças dos movimentos sociais e representantes das forças progressistas brasileiras. Foram convidados ao palco o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), André Tokarski; o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes; a presidente estadual do PCdoB-RJ, Ana Rocha; o senador Inácio Arruda; o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o prefeito de Aracaju, Edivaldo Nogueira, e a vice-presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.

Também participaram o presidente nacional do PT, Rui Falcão; o ex-secretário-geral da Presidência da República e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci; o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) .

Representantes de organizações comunistas, revolucionárias, progressistas e anti-imperialistas de 22 países também reforçaram seus laços de amizade com os comunistas brasileiros e rederam homenagens ao Partido.

Canto pela liberdade

Com o fim das solenidades políticas, os militantes do PCdoB se renderam ao samba do músico comunista Martinho da Vila. Em entrevista ao Vermelho, ele destacou a importância do PCdoB no cenário político nacional e na construção de políticas sociais. Martinho da Vila disse que optou por integrar as fileiras partidárias do PCdoB porque desde sua origem o Partido sempre teve sua visão voltada para os oprimidos e as minorias. Martinho iniciou show prometendo cantar a liberdade.

 

|Fonte: Portal da CTB

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